Dagoberto é a atração do Vasco

Atacante faz estreia querendo reconduzir equipe para a ponta

Por O Dia

Rio - Não há dúvida de que Dagoberto é o grande chamariz da torcida do Vasco para o jogo que deve ser fácil contra o lanterna Nova Iguaçu. Se a defesa é a menos vazada do Carioca, o ataque tem sido o problema — não foi à toa que o time só venceu por minguado 1 x 0 os seus últimos jogos. Gilberto tem bom potencial e é oportunista. Dagoberto, com a sua experiência, talento e velocidade, poderá ser decisivo e fundamental. Tudo vai depender do tempo de adaptação do atacante e de sua própria disposição para dar uma nova guinada na carreira e lembrar os velhos tempos. Talvez do seu futebol surja um título estadual para o Vasco. Mas, mesmo que o Nova Iguaçu não chegue a ameaçar, os vascaínos precisam melhorar a capacidade de marcação dos laterais porque, contra o Resende, o time chegou a ser dominado e, não fossem as grandes defesas de Martín Silva, a vaca teria ido para o brejo. Aliás, Vasco e Botafogo estão lá em cima muito por conta dos seus goleiros de seleção.

Dagoberto estreia neste domingoAndré Mourão

TEM QUE RALAR

O Fluminense vive a sua melhor fase no Campeonato Carioca e o êxito dos garotos entusiasma tanto por Kenedy quanto por Gerson. Têm direito a sonhar alto, mas, no curto prazo, o jogo de hoje, contra o Macaé, é uma pedreira. Afinal, trata-se de um clube considerado pequeno, mas forte e organizado, que briga pelo G-4. Fred é desfalque importante, principalmente em jogo desse tipo, e também porque não se sabe o que quer Walter do Fluminense e de sua carreira.

PERIGOSO

Se o técnico do Botafogo, René Simões, viu o Resende contra o Vasco, sabe que o seu time precisará fazer um jogo de muito empenho e organização, pois o adversário é perigoso nos contra-ataques e a defesa do Alvinegro tem se mostrado muito lenta e desatenta. Ajuda a volta de Marcelo Mattos e também de Bill que, pelo menos, conhece a posição. Para facilitar um pouco mais as coisas, o atacante Jobson (foto) poderia pensar mais no time do que em si próprio.

SEM SENTIDO

Um pouco de estatística para mostrar de forma absoluta como os pequenos do Rio são fracos e raramente incomodam os grandes. Em confrontos com os grandes, os pequenos só não perderam seis vezes — houve uma derrota do Flu, um empate do Botafogo, dois empates do Vasco e dois do Flamengo. Em todos os outros jogos, só vitória dos grandes. O fator novo é que entre os pequenos três times se destacaram e, por isso, Madureira, Voltaço e Macaé encostaram no G-4.

DRAMAS DISTINTOS

Sem contar os vários filmes que estrearam há muito tempo por conta do Oscar, duas excelentes pedidas são ‘Para sempre, Alice’, que deu a estatueta de melhor atriz a Julianne Moore (foto) e é ótimo não só por conta da atuação da grande estrela, mas pela sensibilidade de uma história emocionante. E, na continuação, vale ver ‘118 dias’, drama político com Gael García Bernal sobre a ditadura no Irã e a tortura em suas prisões. Nada muito diferente da Síria e do Iraque.

BERNARDINHO AINDA FAZ A DIFERENÇA

Quem vê a Superliga feminina de vôlei vibra com jogos emocionantes e lances de efeito que escasseiam no masculino, com ênfase na força. Há ótimos times, com destaque para Sesi, Osasco e Rio de Janeiro. Mas o time de Bernardinho só disparou na ponta porque vence até quando mistura titulares e reservas, apesar de ter perdido a invencibilidade na sexta-feira. O técnico é um mago da estratégia e passa confiança. Só ele para impor cobranças ríspidas e tudo ser bem recebido pelas meninas.

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