Ao falar do duelo com a França, Robinho relembra Copa de 2006 e cita Zidane

Atacante diz que não ser titular incomoda e afirma que está preparado para jogar os 90 minutos

Por O Dia

Rio - Robinho é o jogador com mais convocações na atual era da Seleção. Mas, mesmo com uma vasta bagagem com a amarelinha, o atacante não terá os mesmos privilégios de antes com o técnico Dunga. No treinamento realizado nesta quarta-feira, o jogador ficou entre os reservas e deve começar no banco a partida contra a França, nesta quinta-feira, às 17h, em Paris. Em entrevista, ele aproveitou para comentar como é voltar a defender o Brasil.

"É preciso entender que a cobrança aqui é muito grande, em todos os jogos e todas as competições. Aqui tudo repercute muito. Às vezes você não dá nada por uma Copa América e é uma competição que pode consagrar um jogador. Volto mais experiente, mais maduro, mas com a mesma vontade que tinha quando fui convocado pela primeira vez", afirmou.

Empolgado em poder defender a amarelinha novamente, Robinho admitiu insatisfação por ficar no banco de reservas: "É claro que incomoda, porque nos preparamos para jogar 90 minutos. É preciso ter respeito com o técnico e os jogadores. A maioria é titular em seus times e tem condições de jogar. Mas nunca fico contente no banco".

Robinho mostrou empolgação em sua volta à seleção brasileiraReprodução Vídeo

O atacante afirmou não se lembrar da sua primeira partida como titular na Seleção e deu dicas ao companheiro de equipe, Marcelo Firmino, que deve começar jogando entre os titulares nesta quinta-feira.

"Não me lembro do meu primeiro jogo como titular, mas era um momento bem diferente. A Seleção tinha acabado de ser campeã do mundo e a pressão era bem menor. Firmino vai precisar fazer muitos gols. Vimos Romário, Ronaldo, Adriano e agora o Neymar que não é um centroavante, mas que é muito decisivo. E o Firmino está aqui pelo futebol dele, com certeza não é porque ele é bonito", brincou o atacante.

Robinho ainda citou dois momentos ruins ao lembrar dos duelos entre Brasil e França. Ele citou a Copa de 1998, quando o Brasil perdeu no mesmo palco do jogo de amanhã, mas ressaltou que sua maior lembrança é a do Mundial de 2006, quando viu do banco de reservas o francês Zidane dar show em campo. 

"Em 98 não conhecia o Zidane e ele fez dois gols. Em 2006 lembro de estar no banco conversando com Júlio César e o Emerson, dava vontade de gritar para alguém marcá-lo melhor, mas naquele dia era impossível. É um adversário muito forte que teremos", finalizou.


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