Seleção de volta ao triste passado em Paris

Dezessete anos após perder a final na Copa do Mundo de 1998, Brasil encara os ‘Bleus’ na capital francesa

Por O Dia

Rio - O jogo é amistoso, mas as lembranças da Copa de 1998 são inevitáveis. Brasil e França se enfrentam nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília), no Stade de France, palco da final daquele Mundial, vencida por 3 a 0 pelos europeus. O confronto marca o reencontro, 17 anos depois, de Dunga e Deschamps, capitães naquela decisão e agora técnicos de suas seleções.

Dunga, no entanto, frisa que o vice-campeonato mundial, em 1998, não foi o momento mais doloroso de sua carreira, mas a eliminação nas oitavas de final da Copa de 1990, para a Argentina.

Brasil enfrenta a França nesta quintaDivulgação

“Perder sempre dói muito, principalmente numa final de Copa do Mundo. Em 1990, seguramente doeu mais porque toda responsabilidade foi colocada no meu nome por quatro anos, e até hoje colocam. Queríamos ganhar em 98, mas jogar contra um país que estava organizando a Copa e com grandes jogadores, foi complicado. A França não deixaria escapar a vitória em sua casa”, afirmou Dunga.

Do lado francês, Deschamps adotou um tom respeitoso à seleção brasileira, que busca se reerguer após o vexame da Copa de 2014, quando foi goleada por 7 a 1, na semifinal, pela Alemanha. “O Brasil teve uma Copa do Mundo difícil, mas não esqueçam que chegou às semifinais, o que é um feito. A equipe mudou muito, só há oito ou nove jogadores da Copa do Mundo. Fizeram uma série impressionante nos amistosos com a mesma equipe, que ganha continuidade”, destacou Deschamps.

Dunga fez mistério sobre a escalação do Brasil. A expectativa é que Roberto Firmino seja titular. Ontem, ele treinou na frente, ao lado de Neymar, na vaga que seria de Tardelli, cortado por lesão. No gol, Dunga também não confirmou Jefferson ou Diego Alves.

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