Camaleão, pivô Sidão é um dos trunfos do Sport na briga pela vaga ao NBB

'Gigante' de 2,15 m mostra confiança no clube pernambucano

Por O Dia

Rio - O tamanho chama atenção. Com 2,15 m, Sidão domina o garrafão. A irreverência também é uma característica marcante do pivô do Sport. Ele é um dos trunfos do Leão na briga por uma vaga no NBB. Com um jeito peculiar, já rodou o mundo e jogou em países como Espanha, República Dominicana, Alemanha, Angola e, recentemente, Turquia.

Ele tem a força! Sidão tem média de 11%2C3 pontos e 5%2C1 rebotes por jogo na Liga OuroCarlos Ezequiel Vannoni / Sport Club do Recife / Divulgação

"Eu sou um camaleão, gosto de aventura e me adapto rapidamente. O basquete foi minha via de escape para conhecer outros países. Cultura eu tenho de sobra. Basquete que eu não tenho", brinca Sidão.

No Mogi das Cruzes, na temporada passada, Sidão conquistou a torcida pela raça em quadra e pelo lado extrovertido. Uma dancinha após cestas virou marca registrada.

"É uma coisa minha, nada forçado. Sempre deu certo. Eu levo boas vibrações aos lugares. Vou continuar deste jeito, sendo peculiar."

O Sport de Sidão lidera a Liga Ouro, que dá uma vaga ao NBB, com uma campanha de seis vitórias em oito jogos. 

"Encaixamos quatro vitórias seguidas em casa, que era o nosso objetivo. A torcida apoia muito, não para de gritar. É muito gostoso e arrepia. O calor é mesmo insuportável. Aqui é a Caverna do Dragão, muito quente, tanto para nós como para os adversários", analisa Sidão. O pivô mostra confiança em conquistar o título da competição:

"A questão é o trabalho duro no dia a dia, dá a convicção de que vamos conseguir, com todo mundo remando junto."

A receita do Sport é a mescla de jovens atletas, como Victinho, Feliz & Cia, e jogadores mais experientes (Sidão, Mafra, Matão e Castellon).

"Nosso jogo é de velocidade com a garotada e também de cinco contra cinco. Quando um não está bem, o outro está. Nosso time tem várias armas ofensivas e defensivas. Qualquer um pode ser titular e meter 20 pontos", destaca Sidão, que já virou um "paizão" no elenco:

"Eu tenho 31 anos e mais uns cinco, seis anos de basquete e me chamam de pai. É uma responsabilidade a mais. Tudo foi muito bem escolhido. É uma família."

Sport lidera a Liga Ouro e se credencia na luta pela vaga ao NBB Divulgação

Com a experiência de quem rodou o mundo, Sidão elogia a Liga Ouro e a organização da Liga Nacional de Basquete (LNB).

"Sinceramente, até me surpreendeu. A organização é perfeita. Já rodei vários lugares no mundo. Estou impressionado, tudo muito perfeito", avalia.

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