Uefa e sindicato pedem que propriedade de jogadores por terceiros seja ilegal

Entidade e órgão sindical alegam que esta é uma prática prejudicial aos interesses de jogadores, clubes e torcedores

Por O Dia

A Uefa e a divisão do sindicato mundial de jogadores (FIFPro), que atua no Velho Continente, pediram nesta quarta-feira que a Comissão Europeia avalie a legalidade dentro de sua legislação da propriedade de atletas de futebol por terceiros, e que respalde a decisão da Fifa de proibir essa prática.

Gianni Infantino%2C secretário-geral da Uefa%2C definiu a propriedade por terceiros como 'escravidão moderna'Divulgação

A entidade e o órgão sindical emitiram comunicado hoje, uma mês antes da entrada em vigor da limitação deste tipo de participação nos direitos de jogadores, seja por pessoas físicas, empresas ou grupos de investimento.

Segundo Uefa e FIFPro, esta é uma prática "prejudicial aos interesses de jogadores, clubes e torcedores, e que ainda debilita a integridade do jogo". O pedido das entidades foi feito como queixa formal perante a Comissão Europeia.

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"A propriedade de terceiros é uma espécie de escravidão moderna. Isso é, claramente, algo que a legislação europeia não pode aceitar, e por isso mesmo que pedimos agora que se investigue e a declare ilegal", afirmou o secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino.

No fim do ano passado, o Comitê Executivo da Fifa concordou em proibir em 1º de maio de 2015 esta prática, embora os contratos existentes poderão seguir em vigor até a data em que expirarão. Os acordos feitos entre 1º de janeiro e 30 de abril deste ano, no entanto, estarão sujeitos ao limite de um ano.

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