Fla-Flu tem muita emoção e polêmica

Clássico no Maracanã tem protesto antes do pontapé inicial, Fred expulso disparando contra a Federação e vitória do Fla

Por O Dia

Rio - Se o nível do futebol não foi dos melhores, pelo menos o Fla-Flu teve um clima de rivalidade extrema, lances polêmicos, falhas inesperadas e uma arbitragem que será discutida por muito tempo. Na etapa inicial, em meio a um futebol tecnicamente fraco, o Fla foi sempre um pouco melhor, mais organizado e com uma marcação excelente. Mas o gol foi meio por acaso.

Em chute de longe de Jonas, Cavalieri estava desatento e aceitou. O Flu passou a usar apenas a vontade porque até os seus garotos estavam sumidos. Até que o árbitro Wagner Magalhães resolveu fazer uma lambança com uma decisão absurda: Fred sofreu falta na entrada da área e levou vermelho ( já tinha amarelo), por suposta simulação. Com um a menos, só restou ao Flu apelar aos santos.

Alecsandro foi mais uma vez decisivo em um clássico e chegou aos nove gols no CariocaBruno de Lima / Agência O Dia

Mas, apesar do esforço no segundo tempo, não teve jeito. Logo, Alecsandro, com o seu oportunismo, faturou o segundo gol, aos 10 minutos, e praticamente liquidou o jogo. O terceiro veio no finzinho. Com um time mais ajustado, o Flamengo nem precisava do erro grave do árbitro para vencer e colocar as duas mãos na Taça Guanabara.

A SUPERVIRADA

Quem viu o primeiro tempo do Botafogo não poderia imaginar que o time não apenas iria virar o jogo, mas golear por 4 a 1 o Madureira, que tinha levado seis gols no Carioca. A entrada de Sassá e, principalmente, de Fernandes na fase final ajudou muito, mas o que valeu foi a nova postura do time. O Madureira caiu fisicamente, foi dominado e não resistiu, até porque o Botafogo fez o abafa com a ótima participação dos zagueiros — Renan Fonseca e Carleto fizeram gols e Gilberto foi um destaque.

DUAS FACES

Há quem diga, com certa razão, que Vanderlei aproveitou a questão da censura para dar seu show particular, usando esparadrapo para tapar a boca e lembrar os anos de chumbo da ditadura. Apesar do espetáculo que montou, ele mostrou justa indignação porque sofreu uma das punições mais absurdas de que se tem lembrança e que só poderia ser produzida pela mente doentia do presidente da federação. A forma pode ter sido exagerada, mas a razão estava com Vanderlei.

ELEFANTES BRANCOS

As arenas de Natal e Salvador já estão insolventes e necessitando de reconfiguração para que sejam quitadas e, no Sul, a do Grêmio sofre problemas pelo envolvimento da construtora com a Operação Lava-Jato. Mas essa é só a ponta mais visível do que ocorre no país. No Nordeste, Norte e até em Brasília os estádios da Copa viraram elefantes brancos, mesmo com shows e eventos. Tudo ficou pior com a crise econômica e até o Maracanã sofre com as brigas entre federação e clubes.

CHOCOLATE REAL

Cristiano Ronaldo foi o dono do jogo com cinco gols, três em oito minutos, chegando a 36 no campeonato. Mas a orquestra do Real Madrid o favoreceu, com a garra de Sergio Ramos, as jogadas de Marcelo, a proximidade de Bale, a categoria de Kroos e os passes perfeitos do garoto Jaime Rodríguez. Que timaço! O Real, apesar da fragilidade do Granada, entra em nova fase de vitalidade e continua como o grande adversário do Barcelona na Liga dos Campeões e no Espanhol.

OSASCO E RIO MERECERAM A BOA LARGADA NA SUPERLIGA

Vale a pena acompanhar as semifinais do vôlei feminino pelas alternâncias, estratégias dos treinadores , surpresas e destaques individuais. O Osasco mereceu a vitória sobre o seu terrível rival Sesi porque mostrou muita consistência e confiança, sob a liderança de Thaisa e Adenízia. No outro jogo, o Rio teve alguma dificuldade por causa da excepcional Jaqueline do Minas, mas fez 3 a 1 com grande atuação de Natália, em fase iluminada. O Rio deverá ir à final contra um dos paulistas.

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