Vasco x Flamengo: clássico de perigoso nível emocional no Maracanã

Rivalidade tem sido acirrada nos últimos anos

Por O Dia

Rio - A velha rivalidade entre Vasco e Flamengo tem sido acirrada nos últimos anos pela supremacia rubro-negra e pela dificuldade de vitória do rival, que está no sereno desde 2012. E ainda há o estigma do vice que incomoda e faz ruído. Fora de campo, espera-se a habitual estratégia da PM que vem dando certo no Rio e, nas quatro linhas, que os jogadores facilitem tudo para os árbitros e que eles cumpram a lei.

Clima esquentou%3A teve briga no último clássico entre Flamengo e VascoAndré Mourão

O Flamengo vem mordido pela perda bizarra da Taça GB e resta saber se isso será incentivo para superação neste domingo ou se de alguma forma abateu o grupo. Racionalmente, o Flamengo tem time mais técnico, entrosado e carrega leve favoritismo, ainda mais com a vantagem de empates.

Já o Vasco deu uma queda nas últimas rodadas, a sua elogiada defesa chegou a levar cinco gols do Friburguense e o time virou uma caixa-preta nas semifinais. O que será neste domingo? Bernardo virou carta fora do baralho pelas suas loucuras, embora Jhon Cley não esteja emplacando. E há a esperança de que Dagoberto possa voltar. Seria um considerável reforço.

Olha o Duba aí

O Madureira sentiu o peso da camisa e foi eliminado no fim, talvez injustamente. Mas sem culpa da arbitragem, a não ser que se volte ao jogo com o Flamengo. Não havia razão para a reação cafajeste do presidente do Madureira, Elias Duba, que quase agrediu o árbitro Péricles Bassols e o ofendeu. Ele é cupincha de Eurico e Rubinho e resta saber se vai ser punido pelo TJD. Se bem que qualquer punição a essa altura significaria pouco. O episódio revela o baixo nível da cartolagem carioca.

Vergonha

Rubinho não tem a menor vergonha de endossar essas estatísticas fajutas da federação feitas para convencer os otários de que o Carioca dá lucro. Como bem mostrou a matéria de sexta-feira do DIA, só a própria Ferj dá lucro e, de resto, os borderôs são manipulados para mostrar que nem os jogos entre pequenos são deficitários. Acredite quem quiser. Seria oportuna investigação externa para levantar o véu dessas irregularidades que, no fim das contas, liquidam os grandes clubes.

A saída óbvia

Os presidentes de Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e de Fluminense, Peter Siemsen, ensaiam movimento para boicotar o Carioca de 2016, mas seria melhor que, de algum modo, trabalhassem para mudar a atual fórmula - a diminuição dos pequenos, um campeonato com 10 ou 12 clubes e a volta do regulamento anterior com decisão após dois turnos. Tudo isso daria nova força a uma competição necessária pela tradição, rivalidade e porque os torcedores gostam.

A ausência

Lamentável para a fase decisiva do Carioca e, principalmente, para o Botafogo a ausência de Jefferson, o único jogador do Rio na Seleção. Ele foi, de certa forma, vítima do excesso de jogos e, coincidência ou não, a lesão nos meniscos surgiu durante as suas atividades com a Amarelinha. Ele salvou o Botafogo em vários jogos, especialmente naquele período em que o time ainda estava desentrosado. E, mesmo que Renan venha surpreendendo, a sua presença seria fundamental.

Vôlei do Rio tem tudo para faturar outro título

Quem assistiu à segunda semifinal feminina da Superliga entre Rio de Janeiro e Minas e torceu pelas cariocas não sofreu nem um pouco. Desde o primeiro lance, as meninas de Bernardinho se impuseram. Vitória fácil por 3 a 0, com destaque para Fofão e Natália. Nem Jaqueline pôde ajudar o Minas. O Rio será favorito na finalíssima e tem tudo para ganhar o décimo título. A propósito, vale uma olhada neste domingo, às 10h, na final masculina entre o favorito Cruzeiro e o Sesi.

Últimas de Esporte