Por fabio.klotz

Rio - Não faltou vontade e sobraram lances bizarros no clássico, quase todos provocados pela precipitação e pela falta de precisão técnica. Mas, infelizmente, também houve confusão, com jogadas violentas, desleais, em grande parte provocadas pela falta de energia do árbitro João Batista de Arruda. Talvez nem precisasse errar tanto, se tivesse expulsado Jonas aos 10 minutos, quando deu chute no rosto de Gilberto. A tal ponto que Vanderlei logo o substituiu por Everton.

Árbitro João Batista de Arruda complicou o clássicoMárcio Mercante

O primeiro tempo foi equilibrado, mas era um jogo mais de defesa do que de ataque. Na fase final, apesar de todas as faltas, agarrões e interrupções, o Vasco foi um pouco melhor e o Flamengo acabou beneficiado porque Cirino também merecia a expulsão por jogo violento. O Vasco passou a dominar e o Flamengo se safou porque Paulo Victor, o nome do jogo, fez pelo menos três grandes defesas.

O Flamengo não melhorou com as entradas de Paulinho e Arthur Maia, ao contrário do Vasco, que ficou mais perigoso com Dagoberto e Bernardo. Um jogo movimentado, vibrante, mas feio, com um juiz pusilânime. Um empate bom para o Flamengo - pelo jogo e pela tabela.

Consistência

O Botafogo pode ter tido mais posse de bola e chutado mais a gol. No entanto, o Fluminense foi mais consistente e frio na hora da decisão e, mal ou bem, tinha Fred, enquanto do outro lado estava Bill. Talvez o empate fosse mais justo, mas o Botafogo não aproveitou a vantagem, jogou ofensivamente, e, se isso pode ser louvável, é uma temeridade diante de um time mais maduro. Mesmo desfalcado e com atuação modesta, o Fluminense venceu e deixou o Botafogo na pior.

Vantagens

Para o segundo jogo, vantagem é o que não falta ao Fluminense. Vejamos: joga pelo empate, se perder por um gol ainda vai para os pênaltis e o Botafogo está sem Jefferson. Jogadores importantes, como Wellington Silva e Kenedy, voltam e, ainda por cima, o Botafogo vai se desgastar no meio de semana em jogo difícil com o Botafogo-PB pela Copa do Brasil. E, para completar, Jobson continua a tumultuar reclamando por ser substituído e inconsciente das suas evidentes limitações.

Tudo de novo

Há alguns dias, em partida de futebol feminino entre Inglaterra e Noruega, uma árbitra cometeu escandaloso erro: a 14 segundos do fim, marcou pênalti para as inglesas. Ele foi convertido, mas houve invasão na área e, em vez de mandar repetir a cobrança, ela deu tiro indireto a favor da Noruega e o jogo logo acabou. A Federação Internacional mandou voltar tudo e, cinco dias depois, com outra árbitra, a Inglaterra bateu o pênalti e ganhou o jogo. No masculino, aconteceria o mesmo?

Contrastes

Embora o Paulistão não seja uma maravilha, pelo menos leva mais público aos estádios, com um time que vai se destacando no país, o Corinthians de Tite. Sábado, o Itaquerão estava com mais de 30 mil pessoas no jogo com a Ponte Preta e o Maracanã, em um clássico tradicional e decisivo, só recebeu 14 mil. O Corinthians rateou, mas ganhou e a Ponte foi até prejudicada por gol absurdamente anulado. Nesse ponto, os campeonatos se igualam: as arbitragens são horríveis.

O vôlei do Cruzeiro deu um verdadeiro show no Mineirinho

A Superliga masculina de vôlei teve final apoteótico com mais de 15 mil pessoas no Mineirinho. O Sesi venceu o primeiro set, mas não segurou o embalo e perdeu o seu grande momento no terceiro, quando tinha 24 a 21 e deixou escapar, perdendo por 27 a 25. Depois, só deu Cruzeiro, tendo no cubano Leal o grande destaque. Wiliam foi quase perfeito, Wallace recuperou a melhor forma e Eder esteve muito bem. O Cruzeiro do técnico Marcelo Mendez foi tri com justiça.

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