Por paulo.gomes

Xangai (China) - Líder absoluto e incontestável desde o primeiro treino livre, Lewis Hamilton confirmou o favoritismo e venceu o Grande Prêmio da China neste domingo, sua segunda vitória em três provas na temporada 2015 da Fórmula 1, restabelecendo o domínio da Mercedes após o susto na Malásia. O atual campeão mundial sobrou, liderou de ponta a ponta e só precisou administrar a superioridade para conquistar sua quarta vitória no Circuito Internacional de Xangai, a 35ª na carreira. Nico Rosberg, que acompanhou sem ameaçar o companheiro de equipe ao longo do final de semana, ficou em segundo, garantindo a dobradinha.

Sem a ajuda do calor malaio, Sebastian Vettel, a "surpresa" da última etapa há duas semanas, terminou na terceira posição, à frente de seu parceiro de Ferrari, Kimi Raikkonen, que ganhou duas posições já na largada e cruzou a linha de chegada em quarto. Uma das ultrapassagens do finlandês foi sobre Felipe Massa, que fez uma corrida correta e terminou em quinto. Valtteri Bottas, também superado pelo compatriota, veio logo atrás, em sexto, com a outra Williams. Romain Grosjean colocou a Lotus na sétima posição, seguido do brasileiro Felipe Nasr, em mais uma boa corrida com a Sauber. Já Daniel Ricciardo (Red Bull), após uma largada ruim, se recuperou e terminou em nono, acompanhado por Marcus Ericsson, companheiro de Nasr, na décima colocação.

Lewis Hamilton%2C da Mercedes%2C não teve problemas para conquistar neste domingo%2C no GP da China%2C sua segunda vitória na temporadaEfe

Depois do acidente na pré-temporada que o tirou da estreia do Mundial e dos inúmeros problemas apresentados pela McLaren na Malásia, Fernando Alonso conseguiu completar sua primeira prova no ano, terminando com a 12ª posição. Jenson Button, seu companheiro de equipe, veio logo atrás, no 13º lugar.

A previsibilidade e a superioridade das Mercedes tornou a corrida monótona, até mesmo nas voltas finais. A Toro Rosso de Max Verstappen apresentou um problema mecânico no meio da reta dos boxes a quatro voltas para a última bandeirada. O safety-car entrou na pista e os pilotos cruzaram a linha de chegada sob bandeira amarela. Depois do registro de abandonos antes mesmo da largada na Austrália e na Malásia, o Grande Prêmio da China teve grid completo, com 20 carros. Mas, além de Verstappen, outros três pilotos acabaram abandonando a prova. Nico Hulkenberg foi o primeiro a deixar a pista, na décima volta, após sua Force India apresentar um problema no câmbio. Depois foi a vez de Daniil Kvyat, após o contestado motor de sua Red Bull estourar em uma das longas retas do circuito chinês. Já Pastor Maldonado se envolveu em um acidente com Jenson Button e decidiu levar o carro para os boxes antes do término das 56 voltas.

O brasileiro Felipe Massa%2C da Williams%2C terminou a corrida chinesa na quinta colocaçãoEfe

Emoção, especialmente nas primeiras posições, somente na largada. Para prevenir a única possibilidade de ameaça à vitória na prova, Hamilton adotou um posicionamento diferente no grid. Apontou o bico do carro na direção de seu companheiro de equipe, deixando o carro um pouco torto na pista. Quando as luzes vermelhas se apagaram, o líder do mundial fechou Rosberg como o previsto, e Vettel não conseguiu se aproveitar da disputa. Quem se deu bem foi seu parceiro de Ferrari, Raikkonen, que pulou da sexta para quarta posição, ultrapassando a dupla da Williams. Massa, que normalmente larga bem, também foi superado por Bottas. Mas conseguiu dar o troco duas curvas depois, quando o finlandês vacilou ao tentar pressionar Raikkonen. Ricciardo, sexto colocado, acabou caindo para 16ª posição. E começou uma corrida de recuperação que se tornou um dos principais atrativos da prova. Ao lado de Max Verstappen, que também veio de trás até o problema mecânico, infernizou a vida da dupla da Sauber.

No pelotão da frente, a Ferrari voltou a apresentar um melhor desempenho na corrida do que na classificação. Vettel acompanhava o ritmo das Mercedes e não permitia que Hamilton e Rosberg se isolassem na frente. Apesar dos esforços do tetracampeão mundial, a superioridade era muito grande. Vettel conseguia se aproximar na longa reta antes dos boxes - a maior de toda a Fórmula 1 -, mas ficava pra trás no miolo do circuito, onde o equilíbrio da Mercedes predominava. Assim como em Kuala Lumpur, a Ferrari tentou mudar a estratégia. Antecipou a segunda parada de Vettel e atrasou a de Raikkonen. De nada adiantou. Hamilton permaneceu tranquilo e, de ponta-a-ponta, da quinta ao domingo, confirmou seu domínio e da Mercedes na China. A próxima etapa do Mundial de Fórmula 1 será o Grande Prêmio do Bahrein no dia 19 de abril, no Circuito Internacional de Sakhir, em Abu Dhabi.

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