Por jessica.rocha

Espanha - A Advocacia-Geral do Estado da Espanha pediu nesta segunda-feira pena de seis anos e nove meses de prisão para o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell, e dois anos e três meses para o atual, Josep Maria Bartomeu, pelos crimes fiscais cometidos na contratação de Neymar.

De acordo com informações repassadas à Agência Efe por fontes ligadas ao caso, o órgão enviou por escrito as penas para todos os envolvidos, e no documento indica o mesmo tempo de detenção para Bartomeu que havia sido pedido pela Promotoria, e reduz em nove meses a pena de Rosell.

Caso Neymar: Presidente do Barcelona corre o risco de ser presoReuters

Além dos dirigentes, o Barcelona também é acusado pela Advocacia-Geral, por três crimes fiscais cometidos nos anos de 2011, 2013 e 2014, cobrando ainda que o clube pague 11,4 milhões de euros como forma de indenização, por responsabilidade civil. O órgão ainda manteve as multas sugeridas pela promotoria, de 22,2 milhões de euros ao Barcelona, 25,1 milhões de euros a Rosell, e 3,8 milhões a Bartomeu.

A Advocacia-Geral do Estado manteve a acusação contra Bartomeu e Rosell, de terem participado da contratação fraudulenta de Neymar, pela qual, houve sonegação de 13 milhoes de euros em três anos. A promotoria apontava que, para antecipar em um ano a chegada do brasileiro, alguns contratos eram assinados de maneira irregular, assim, o negócio que custou 83,3 milhões de euros, foi declarado como sendo de 57,1 milhões. Desta diferença, incidem os 13 milhões de euros sonegados.

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