Botafogo aposta no seu estádio

Confronto no Engenhão pode ajudar o Alvinegro

Por O Dia

Rio - O Botafogo tem uma semana decisiva em duas competições e, à falta de um time tecnicamente confiável, parece apostar no mando de campo e nos bons ventos recentes do Estádio Nilton Santos. Desde que o nome foi adotado pelo clube, o time está invicto por lá. A tarefa mais fácil será hoje, contra um adversário limitado. Mas o Botafogo-PB é guerreiro e certamente vai jogar defensivamente, nos contra-ataques. Tudo indica que o Botafogo se classificará com ou sem Jobson, mas se desgastará fisicamente e ainda tem que torcer para ninguém se lesionar. Quanto ao Fluminense, será parada muito mais dura no sábado, até pelo regulamento esdrúxulo que o obrigará aos pênaltis, mesmo se vencer por 1 a 0. E, nesse caso, o Flu tem cobradores e goleiro mais experientes. Nesse contexto, o campo não vai ajudar muito.

Engenhão será palco da partida entre Flu e BotafogoAndré Mourão

DECISÃO CERTA

O Botafogo tem todo o direito de jogar no seu estádio e até se estranha que a Ferj tenha demorado tanto a confirmar a mudança, já que importava somente o laudo do Corpo de Bombeiros. A questão nem é técnica, mas econômica e, por isso, se criou essa divisão entre Fla-Flu com o Consórcio Maracanã contra Vasco e Botafogo. Uma briga que promete muitos capítulos.

BOM PARA COMPOR

Almir foi boa contratação do Fla, mas não se pode esperar dele o papel de protagonista. Jogador mediano, com alguma habilidade, que aos 32 anos se destaca por causa da mediocridade geral. Todos se lembram da torcida do Botafogo, em 2003, na Série B, pedindo ao técnico Levir Culpi: ‘Levir, bota o Almir’. O que, depois, virou: ‘Almir, pede pra sair’.

VASCO NA PILHA

O Vasco joga hoje contra o frágil Rio Branco, mas tem a cabeça só para o Flamengo e já tratou de criar clima para intimidar a arbitragem, embora tenha razão em queixas passadas. O que se espera é apenas um árbitro que deixe o futebol em paz. Hoje, os reservas têm condições de segurar um empate ou vencer sem esforço. Até derrota por 1 a 0 basta. Não há por que se preocupar.

SEM GOLS

O Atlético de Madrid é sempre um osso duro de roer e, contra o Real, essa rotina foi mantida. No primeiro tempo, foi dominado com pouca posse de bola e precisou de milagres do seu goleiro Oblak. Depois, equilibrou e poderia até ter vencido no fim. A decisão está em aberto, mas o Real é muito melhor e continua sendo favorito.

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