Por pedro.logato

Rio - Houve certo pudor em se dizer que o clássico Vasco e Botafogo foi bom. Mas, na verdade, foi. Só o fato de ser emocionante, de empolgar por jogadas de perigo e de ser decidido no minuto final, já foi lucro. Quando se fala que, na Europa, o futebol parece outro esporte, está correto porque a fase atual no Brasil é pobre e isso pode ser visto desde os jogos decisivos da base. Cabe a dirigentes e treinadores partirem para observação mais acurada e uma forma mais moderna de preparar a garotada, valorizando a habilidade. Tudo é relativo nessas comparações, assim como René Simões usou a teoria quando disse ter adorado a atuação do Botafogo. Só que no futebol, em dia de derrota em jogo decisivo, não há glória nem relatividade.

Vasco e Botafogo decidem o EstadualAlexandre Brum

BOA VANTAGEM

Claro que a finalíssima está aberta e pode acontecer tudo, até goleada de um dos times. Mas o Vasco, pelo empate, força física, velocidade e defesa segura, virou claro favorito. É também mais objetivo nas conclusões. O Botafogo não deveria precisar de pênaltis em caso de vitória simples, mas o regulamento o atropela pela segunda vez.

BELO EXEMPLO

Vasco e Botafogo já pode virar oficialmente o ‘Clássico da Amizade’. Diretorias à parte, as torcidas convivem em paz, gostam de se unir para zoar adversários, especialmente Fla e Flu e, mais importante, é o exemplo de tranquilidade durante os jogos. Não seria fantástico se todos se comportassem da mesma forma?

LEGADO TÉCNICO

Se na parte material os grandes eventos no Brasil não deixaram o tal legado, pelo menos em algumas confederações o longo trabalho em alto nível manteve o padrão. O vôlei, apesar das denúncias de mutretas, foi beneficiado pelo consistente trabalho na base. Há excelentes jogadores e técnicos. Dá para ser otimista em relação à Olimpíada.

PEQUENOS NA PILHA

Alguns pequenos pelo Brasil já surpreenderam por estarem nas finais do Estadual e mais ainda pelo resultado inicial. Casos do Vitória da Conquista, que fez 3 a 0 no Bahia, do Operário, com os 2 a 0 sobre o Coritiba, e até da Caldense, no empate com o Galo no Mineirão. Rotina mesmo no Sul, em São Paulo e no Rio.

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