Roberto ressuscitou Eurico

Atual mandatário se beneficiou de fracasso do ídolo

Por O Dia

Rio - Os vascaínos continuam se dividindo em relação a Eurico Miranda, seguindo até o consenso geral. Boa parte o considera um mal necessário porque, apesar dos defeitos e da ética duvidosa, imprime administração mais dinâmica e comprometida com o futebol do que o antecessor. Curioso é que, há pouco, a intolerância a Eurico era tanta que Roberto ganhou duas eleições e era considerado, pelo seu passado de ídolo, a tábua de salvação do clube. Só que a sua gestão foi tão pífia, que deu novo gás à antiga situação e, pior, com restrições éticas. Mais uma vez, como acontece em muitos clubes e até em federações, não há renovação e todos dão voltas em torno de si mesmos. Não se criaram novas lideranças e o futebol é, de forma geral, pessimamente administrado.

Eurico está perto de título no retorno ao VascoUanderson Fernandes

MELANCÓLICO

Botafogo x Capivariano pela Copa do Brasil tem um ar melancólico e é um bom exemplo de como a CBF trata mal a sua competição, sem o menor interesse em adequar o calendário. Obrigar o Botafogo a usar um time reserva é desprestigiar o torneio e deixar um grande clube sob o risco de eliminação prematura e injusta. Dizem que a data foi exigência da TV, o que só piora tudo.

BOA LEMBRANÇA

No panorama cada vez mais árido de zagueiros de área a lembrança de Antônio Carlos pelo Fluminense é boa. Há dois ou três anos, nem tanto, porque ainda não corrigira vícios e não aprimorara o poder ofensivo. Mas, hoje, sem ser nada de mais, é melhor do que muita gente por aí e, se houver boa proteção, poderá formar dupla firme com Gum.

SEM PRESSA

É elogiável que o presidente Bandeira de Mello não venha mostrando pressa ou precipitação para reforçar consideravelmente o Flamengo. Na verdade, ele só teve pressa, com responsabilidade, em imprimir novo rumo à sua administração ao valorizar o saneamento financeiro abrindo perspectiva para o clube. E assim, na hora certa, chegarão os craques que a torcida merece.

INCÔMODO

O caso Jobson ameaça se arrastar de forma incômoda e parece configurar tremenda injustiça e imperdoável omissão da Fifa. Claro que é preciso investigação profunda para, talvez, justificar a punição pesadíssima. Não se pode acabar com a carreira dele sem razão séria e sem provas de grave delito em contexto que era todo adverso.

Últimas de Esporte