Gustavinho, um dos mosqueteiros do Mogi das Cruzes no NBB

Armador ajuda na consolidação do time na elite nacional

Por O Dia

São Paulo - Ele é um dos mosqueteiros do Mogi das Cruzes e ajudou o time a alcançar, pelo segundo ano seguido, a semifinal do NBB. Gustavinho é uma peça-chave na mudança de patamar do clube, agora fincado na elite do basquete nacional.

"Definitivamente, o Mogi está consolidado. É muito difícil um projeto voltar à atividade e em quatro, cinco anos disputar uma final de Sul-Americana e duas semifinais de NBB. Muitos times demoraram mais, até o Bauru levou mais tempo", analisou o armador.

Gustavinho e Mogi chegam à semifinal do NBB pelo segundo ano consecutivoLuiz Pires / LNB / Divulgação

Ao lado de Filipin e Thomas, Gustavinho participou da caminhada do Mogi rumo ao NBB. O tempo de casa, desde 2011, rendeu ao trio o apelido de três mosqueteiros.

"Uma das qualidades do projeto é o trabalho a longo prazo. Muitos jogadores tiveram sua parcela de contribuição. É legal ser remanescente ao lado do Filipin e do Thomas. Tenho uma identificação muito boa com a cidade, com a torcida. Sou muito grato de continuar no Mogi. Não gosto de pingar de clube em clube, dificulta o trabalho pessoal e da equipe", acrescenta Gustavinho, que se sente em casa no Mogi:

"É uma cidade que respira basquete, que acaba como esporte da cidade. Os torcedores acompanham o esporte, o dia a dia, os jogadores são reconhecidos nas ruas. Foi uma empatia muito legal. Tenho um jeito de entrega e a torcida gostou disso."

Um dos segredos do semifinalista Mogi é o trabalho do técnico espanhol Paco García. Ele é um dos trunfos do clube na hora decisiva do NBB.

"É um excelente treinador, prega bastante padrão de jogo e posicionamento defensivo. A diferença do Mogi para a maioria das equipes é que tem um padrão legal no ataque e respeita o posicionamento defensivo. Isso ajuda a vender mais caro uma cesta e ajuda no ataque para trabalhar com mais tranquilidade. Paco é muito disciplinador, muito detalhista. Isso é um diferencial", elogiou o armador.

O estilo aguerrido de Gustavinho encaixou perfeitamente na maneira que Paco gosta como Mogi atue. Uma sintonia fina entre atleta e técnico.

"Acabou casando. Eu gosto de defender. Eu já era um cara de energia, mas melhorei meu posicionamento na defesa. Agora também corro menos e aproveito a energia no ataque. Com uma boa defesa, posso sair em contra-ataque", declara.

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