Por edsel.britto

Rio - Enderson Moreira chegou até meio de mansinho nas Laranjeiras dando a impressão de que os graves problemas do clube não o assustam tanto, mas só a sequência de resultados vai confirmar essa aparente confiança. Neste início ‘light’, ele praticamente manteve a formação de Drubscky e preferiu somente dar a vaga de titular a Wagner, barrando Pierre.

Será que para impor esquema mais ofensivo ou por questão técnica? Mas Wagner não tem sido vítima de injustiça. É irregular e extremamente dispersivo, apesar d e eventuais brilharecos. Mais importante é sentir hoje um novo espírito no time e é possível que a simples mudança de comando dê ao grupo grande motivação.

Ajuda estar o Corinthians, mesmo líder, em crise de razões políticas e econômicas — os principais jogadores atravessam má fase ou vivem em quase litígio. Até o aplicado Ralf reclama da vida dura de pagamentos atrasados. O Flu tem boas chances, mas importante é saber se uma eventual vitória significará novo ciclo sem tantos dissabores. A mudança de técnico não resolverá tudo.

Com a chegada de Enderson, Wagner voltou ao time titular do Fluminense no lugar de PierreDivulgação

ALTA ROTATIVIDADE

Era previsível que, depois da saída da Unimed, o Fluminense tivesse problemas com o futebol. Só é estranho que o clube não tenha se preparado para isso. Pelo contrário, parece que foi pego de surpresa, tal a improvisação reinante. Não há projetos nem planejamento. E todo o futebol sofre. Isso explica o entra e sai e a busca incessante para consertar o que foi rompido. O pior é que, se não houver mudança de rumo, pode caber bem o ditado: tudo o que está ruim pode sempre piorar.

HORA DE REAGIR

Com dois resultados ruins no Brasileiro, o Flamengo viaja a Santa Catarina com a obrigação de vitória, mesmo no campo adversário. O Avaí é um time limitado, embora no Brasileiro qualquer um em casa só pense em vencer. É um tanto desalentadora essa cada vez menor distância entre melhores e piores. Cirino não joga e Vanderlei terá o desafio de acertar nova fórmula para tornar o time mais eficiente. Será que Eduardo da Silva já deu o que podia? O Fla está devendo este ano.

MICO OLÍMPICO

<MC><CW-19>N</MC>inguém duvida de que o Rio tem vocação para o turismo (ainda mal explorado) e já provou saber sediar eventos internacionais até com eficiente esquema de segurança. Por isso, a Olimpíada deverá ser tranquila para os atletas. Mas, para os pobres mortais que aqui vivem, o clima é tenebroso, com crimes cada vez mais violentos, até nas áreas de turismo. E a Baía de Guanabara, apesar das negativas de Carlos Arthur Nuzman, continua suja e ameaça se tornar o grande mico olímpico.

UMA BOA SURPRESA

O futebol brasileiro abriu novas perspectivas na Libertadores após a ótima vitória do Cruzeiro de Marcelo Oliveira em Buenos Aires. O time que parecia meio caído surpreendeu com bravura e dedicação. Se Leandro Damião fosse o mesmo do início de carreira, a vitória teria sido mais fácil. No entanto, pode estar sendo forjado um novo Cruzeiro, menos brilhante que o de 2014, mas guerreiro como a Libertadores exige. Uma coisa é certa: o time é superior ao limitado River Plate.

A VIOLÊNCIA INVADE TODOS OS ESPAÇOS E O FUTEBOL NÃO É EXCEÇÃO

A cidade vive período neurótico em que a violência pode aparecer em qualquer lugar e o futebol não poderia escapar. Chama a atenção a investigação que revelou a infiltração de torcedores de grandes clubes entre os pequenos, o que explicou a tragédia no América x Olaria. Mais uma clara evidência de que o futebol é apenas um pretexto para atos criminosos e as organizadas um disfarce para ações de vandalismo. Não cabe falar de problema social. É caso de polícia, que exige rigor.

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