Por edsel.britto

Rio - Mesmo com um público apenas razoável, o clima no Maracanã era festivo e a torcida tricolor estava animada, como se esperasse um novo time, bem diferente daquele que parecia travado como o seu treinador Drubscky. As expectativas se tornaram reais, mas só em parte. O time veio com mais disposição, velocidade, e o sistema defensivo esteve mais atento, até porque houve proteção mais segura.

O clássico foi equilibrado e o Corinthians voltou a mostrar que atravessa má fase, com alguns jogadores abaixo do seu potencial. Tite anda com dificuldades na escalação a ponto de começar com Elias, Sheik e Danilo no banco. Pelo entusiasmo, o Fluminense foi até mais presente e perigoso e Vinicius ainda acertou uma bola na trave.

No segundo tempo, pouco mudou, mas o Corinthians defendeu-se melhor e Guerrero armou bons ataques. Ele ainda perdeu a chance do jogo chutando para fora com o gol vazio. O empate acabou sendo justo e deixou uma certa frustração na torcida, mas ficou claro que o Flu deve melhorar com Enderson Moreira.

O Fluminense teve algumas chances de marcar%2C principalmente com Fred%2C mas parou em CássioAndré Mourão

QUE CONFUSÃO!

Vanderlei Luxemburgo pode desenterrar a palavra ‘confusão’ porque ela voltou com força. Já na zona de rebaixamento com três rodadas, a situação está feia porque o time continua jogando muito mal com qualquer das formações escolhidas. Ontem, a torcida teve que aturar Armero na lateral, Arthur Maia e Luiz Antonio não resolvendo nada e até um gol irregular do Avaí. Mas o Fla perdeu para o fraco Avaí por incompetência. Se reforços não vierem, a crise só tende a piorar.

INQUALIFICÁVEL

A exibição do Botafogo, sábado, em Brasília, diante do Atlético-GO, foi de baixíssimo nível. Dessa vez, não apenas na parte técnica, que todos sabem ser insuficiente no Alvinegro. A parte tática, tão cultivada pelo treinador René Simões, estava frouxa e o nível de dedicação, baixo. Uma exibição desse nível derruba as melhores previsões. As atuações de Pedro Rosa, Camacho, Lulinha e até de Daniel Carvalho foram de amargar. Quanto a Bill, é um caso perdido.

DE GRÃO EM GRÃO

De grão em grão, a galinha enche o papo, mas esses grãos do Vasco são empates sem sal, inexpressivos, que enchem mesmo é a paciência da torcida. E parecem apenas prometer muitos dissabores neste Brasileiro. Já conformada com o fato de não disputar o título, previsão perfeita de Dagoberto, a torcida começa a se preocupar com a possibilidade de sofrer para não cair porque marcar três pontos em nove, sem vencer dois jogos em casa, já é um sinal de alarme.

SEM CHANCE

Pode-se até lembrar que nos primeiros três minutos houve um certo equilíbrio e Vitor Belfort conseguiu acertar bons golpes. Mas a maior força e melhor preparo de Chris Weidman pareciam evidentes. E, quando Belfort foi jogado ao solo com facilidade, sem conseguir mais se aprumar, temia-se pelo pior. Em poucos segundos, uma saraivada de socos em um imobilizado e impotente Belfort liquidou a luta. O currículo de Belfort é glorioso, mas o tempo já pesa.

OS ETERNOS MILIONÁRIOS DA CBF QUE LUCRA SEM PARAR

Houve quem se mostrasse surpreso com a informação de que Marco Polo del Nero passou a ganhar R$ 200 mil mensais na CBF, o dobro de Ricardo Teixeira. Parece muito e é. Mas não para eles. É pouquíssimo perto do que faturam em gordas comissões do patrocínio da Seleção. Ricardo já era bem de vida, logo enriqueceu na CBF e pouco depois virou milionário. Todos se justificam dizendo que a entidade é particular, mas nem sempre as transações são com empresas privadas.

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