Marco Polo Del Nero deixa hotel de luxo na Suíça e está voltando para o Brasil

Presidente da CBF participaria de votação da Fifa nesta sexta

Por O Dia

Suíça - O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que assumiu o cargo da entidade brasileira no mês passado, deixou o hotel em que estava hospedado em Zurique e está voltando para o Brasil. A Fifa confirmou que o brasileiro, que seria o responsável pelo voto do país na eleição da Fifa desta sexta-feira, deixou o 65º congresso da entidade máxima antes do ser término. Não há em curso, nenhum mandado de prisão para o mandatário da CBF.

Marco Polo Del Nero não irá participar das eleições que vão eleger o novo presidente da Fifa - a votação está marcada para esta sexta-feira (29) e o mandatário do futebol brasileiro tinha declarado seu apoio pela reeleição de Joseph Blatter.

Marco Polo Del Nero abandonou hotel na SuíçaDivulgação

A saída de Del Nero ocorre apenas um dia depois do FBI prender de sete membros da Fifa - entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, acusados de fazer parte de um esquema de suborno de US$ 150 milhões (cerca de R$ 450 milhões) em questões ligadas a transmissão de jogos e direitos de marketing do futebol na América do Sul e Estados Unidos.

Relembre o caso

O ex-presidente da CBF, José Maria Marin seria um dos cinco beneficiários de propina no valor de US$ 110 milhões (R$ 346 milhões) paga pela empresa chilena Datisa, de acordo com investigação da Procuradoria de Nova York. O dinheiro seria dado por terem conseguido que a Conmebol e a Concacaf cedessem os direitos mundiais de transmissão das edições da Copa América de 2015, 2019 e 2023, além da Copa Centenário de 2016, evento comemorativo nos EUA.

O esquema teria sido fechado em janeiro de 2014, quando Marin presidia a CBF e era do comitê-executivo da Fifa. À época, o representante da Confederação Brasileira de Futebol na Conmebol era Marco Polo del Nero, atual presidente da CBF, não citado nas investigações.

José Maria Marin foi preso por corrupçãoEfe

Em cada edição, os presidentes da Conmebol, da CBF e da AFA (Associação do Futebol Argentino) embolsariam US$ 3 milhões cada um (R$ 9,6 milhões); os presidentes das outras confederações levariam US$ 1,5 milhão cada (R$ 4,7 milhões) e ainda sobrariam US$ 500 mil (R$ 1,6 milhão) para um décimo-primeiro dirigente não identificado.

Segundo a investigação, o valor de R$ 346 milhões em propina ainda não foi integralmente pago, já que seria parcelado durante a vigência do contrato. Até agora, teriam sido repassados US$ 40 milhões (R$ 126 milhões) — US$ 6 milhões (R$ 19,2 milhões) só para Marin.

Ele também teria recebido R$ 2 milhões anuais em propinas de parceiros comerciais para ceder direitos da Copa do Brasil — esse esquema teria começado na década de 1990. Além disso, a própria CBF também foi implicada em propinas de US$ 20 milhões (R$ 63 milhões) para contratos comerciais da Copa América de 2019, que será no Brasil.

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