Ministro promete 'afinidade' entre a inteligência da PF e a CPI do Futebol

José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça, disse que o Brasil pedirá informações ao FBI

Por O Dia

Brasília - Diversos núcleos jurídicos do governo brasileiro já estão se alinhando para a implementação da CPI do Futebol, protocoladas pelo senador Romário (PSB-RJ). Em uma reunião com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ocorrida nesta sexta-feira, foram debatidos diversos pontos importantes para a investigação da Polícia Federal em crimes no futebol e no esporte brasileiro.

O ministro José Eduardo Cardozo se reuniu com Romário para debater a CPI do FutebolAntonio Cruz / Agência Brasil

"Nessa reunião, nós discutimos uma forma de fazem uma investigação conjunta. Essa ação é para colocar tudo em 'pratos limpos'. Não podemos pré-julgar nada nem ninguém. Há um compromisso de todos nós na linha de investigar tudo que for de irregular. A partir dessas informações, que chegam de diversos países, nós vamos ter um ponto de partida", disse o Ministro da Justiça, ao programa 'Redação SporTV'.

O Ministro também abordou que a investigação será em várias "frentes" jurídicas e elas vão se complementar. Cardozo ainda disse que "havendo afinidade" os resultados serão plenamente satisfatórios. Entre as medidas, pode haver a sugestão de propostas para mudanças na legislação e mudanças para o futebol brasileiro. Outros 13 inquéritos já correm nas esfera federal, contra a CBF.

"Os inquéritos estão em curso e correm em sigilo. Mas há uma dificuldade que a Polícia Federal investiga apenas crimes federais. A CBF é uma entidade privada, então nem sempre essa prática com pessoas privadas viram crimes em esfera federal. Se um dirigente pega dinheiro indevidamente de um patrocinador na esfera privada, isso pode não virar crime na esfera federal. As dificuldades, nesses casos, não seriam criadas se fossem em um órgão públicos. Essa é a razão pela qual eu sou otimista com a CPI do senador Romário, que somará esforços na investigação da Polícia Federal e dará amplitude ao caso", comentou.

O FBI, em conjunto com a polícia suíça, prendeu sete dirigentes de alto escalão da Fifa, entre eles, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. O Ministro da Justiça falou sobre os acordos com os Estados Unidos e como ocorrerá as investigações.

"Aqui (no Brasil) o que não está na lei, como crime, não poderá ser investigado pela Polícia Federal. Esses fatos, levantados pela CPI, podem ser considerados crimes, sim. Há cooperação internacional de provas para ilícitos. Isso será feito, pelo delegado, que será designado para o caso, e pelo Ministério Público. Eles que pediram, aos EUA, os documentos e provas para nos enviar. Da mesma forma que enviaremos o que tivermos aqui. Garanto que tudo que eles tiverem, nós pediremos e gostaríamos de compartilhar isso na CPI também", concluiu.

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