O melhor e o pior no clássico entre Vasco e Flamengo

Ingredientes não faltam para ficar de olho no duelo

Por O Dia

Rio - Este confronto entre Vasco e Flamengo já fez história antes de a bola rolar pela simples circunstância de, pela primeira vez, os dois se enfrentarem na zona do rebaixamento do Brasileiro. Não é para animar nem comemorar, mas não deixa de ser meio folclórico. Outro ponto a lamentar é a disputa do clássico na Arena Pantanal, longe da torcida e das raízes. Para faturar mais algum e fazer esquecer um pouco o elefante branco em que se transformou o estádio em Cuiabá, desnecessariamente construído para a Copa.

Celso Roth vai reestrear pelo VascoDivulgação

Mas como Vasco x Flamengo resiste a tudo, é capaz de a torcida assistir pela TV a um bom jogo, equilibrado e que marca a estreia de Celso Roth em um Vasco mais motivado e guerreiro - há sério problema no gol, pois Martín Silva voltou lesionado do Chile. O Flamengo tem certo favoritismo pela melhor condição técnica, por estar mais organizado e contar com Sheik já bem integrado. Apesar da péssima colocação, o Fla já vibra por Guerrero e, ao contrário do Vasco, tem pretensões de brigar no grupo de cima.

Virou o fio?

O Botafogo pagou um tremendo mico em Macaé e perdeu de forma quase humilhante na sua pior atuação no campeonato. René Simões errou na escalação de um meio-campo inconsistente e foi derrubado também pela apatia geral e pela péssima atuação do lateral Luís Ricardo, uma avenida. Pelo seu setor, vieram as principais jogadas para os gols de Pipico e Anselmo. Com esse futebol, o Botafogo vai se complicar, ainda mais porque perderá Gilberto por alguns jogos.

Flu em transição

O Fluminense vem de vitória muito boa sobre a Ponte Preta e pode até entrar no G-4 se conseguir um bom resultado contra o Goiás, que ganha algum fôlego na mudança de treinador. O Flu melhorou com Enderson, mas ainda não se estabilizou taticamente - está apenas mais empenhado e neste domingo pode sofrer sem Fred. Essa transição não é só do time, mas das recentes revelações: Gerson se destacou e teve rápida queda, Kenedy saiu, e Vinicius só parece se firmar agora.

Nem assim...

O Brasil foi eliminado nos pênaltis com as cobranças desperdiçadas por Everton Ribeiro e Douglas Costa, mas não merecia melhor sorte após a pífia atuação. Durante os 90 minutos, mal chutou a gol. Desde o começo, cedeu espaços e comportou-se timidamente. Sem Neymar, quase nada resta. Houve apenas o gol de Robinho, após vacilo de Aranda. Na fase final, o Paraguai dominou, empatou no pênalti infantil de Thiago Silva e nem as substituições de Dunga melhoraram o time.

O dedo bobo

Não deixou de ser lamentável (lance ultrapassado e bizarro) o dedo bobo de Jara em Cavani, que só deu certo porque tanto a vítima quanto o árbitro pareciam fora de suas condições normais, ambos por razões extracampo. Mas como hoje a TV mostra tudo, é hora de Jara pegar um belo gancho, como Suárez, e Sandro Meira Ricci precisa de uma reciclagem para lidar melhor com situações difíceis. Ele sempre tumultua tudo. Em velhos tempos, até Pelé apelava, mas quase nada era documentado.

Os pênaltis fizeram justiça ao grande domínio argentino

A Argentina esteve a um passo de ser eliminada na Copa América diante da aplicada Colômbia, o que seria injustiça. Teve domínio no jogo, mas perdeu várias chances, esbarrou na grande atuação do goleiro Ospina e ainda foi prejudicada pelo árbitro mexicano Roberto Garcia, que permitiu o jogo violento do adversário. Mas a Argentina pecou porque o grande futebol de Messi não foi acompanhado por Agüero, Di María e Pastore, dispersivos. Tévez na reserva é um mistério e ele confirmou a sua importância fazendo o gol decisivo nos sofridos pênaltis. Os hermanos seguem como favoritos.

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