A bola atrapalhou o clássico

Jogo entre Vasco e Flamengo, na Arena Pantanal, foi um dos mais fracos na atual edição do Campeonato Brasileiro

Por O Dia

Rio - Foi um dos piores jogos do Brasileiro — talvez o pior até agora. Inúmeros passes errados, chutes bisonhos, desorganização e um retrato trágico do atual futebol brasileiro. Os goleiros quase não foram acionados (só um pouco Charles) e tudo só não foi inteiramente ruim exatamente pelo gol do Vasco no bom cruzamento de Madson que Riascos aproveitou de peixinho.

Mesmo assim, a jogada foi facilitada pela falha grotesca de Anderson Pico, o pior em campo. Depois disso, o Vasco adotou postura defensiva, congestionou o meio campo e o Flamengo apenas tocava a bola para os lados sem qualquer imaginação com o seu acúmulo de volantes. Na fase final, o Flamengo melhorou um pouco com a saída de Pico e o melhor toque de bola de Alan Patrick que exigiu boa defesa de Charles.

No fraco clássico entre Flamengo e Vasco em Cuiabá, coitada da bola, que sofreu e muitoGilvan de Souza / Flamengo / Divulgação

O time adiantou a sua marcação e o Vasco respondeu com as entradas de Rafael Silva e Thalles. O jogo continuou ruim, mas um pouco mexido pela vontade de alguns jogadores. O Fla reagiu com Cirino e Paulinho. O empate cairia melhor, mas o Fla errou muito e prevaleceu o gol de Riascos, que valeu a fuga da lanterna.

É ISSO AÍ!

Muita gente mostra inaceitável espanto com a eliminação da seleção brasileira no Chile, como se não acreditasse na grave crise do nosso futebol, ainda mais quando ficamos sem o único craque. E os problemas têm a ver também com a concepção atrasada do estilo de jogo, de pouca velocidade e de empenho limitado,inferior até à de nossos vizinhos do continente. O Paraguai, por exemplo, é inferior tecnicamente, mas compensa com excepcional garra.

VIROSE E MICO

A desculpa da virose, timidamente proposta, acabou minimizada pelo próprio Dunga. Ele precisa falar menos e melhor. Como ocorreu na história dos afrodescendentes no qual não havia provavelmente racismo, mas uma retórica confusa de um preconceito no subconsciente. Uma coisa tem a ver com a outra para se perceber o desacerto geral da Seleção, cujo ápice se deu no escândalo político da CBF. São tempos para esquecer e as coisas até pioraram depois do vexame da Copa.

QUEM SE SALVOU?

No desastre da Seleção, poucos se salvaram e o destaque foi Miranda, o melhor. Willian também mostrou que é importante e outros foram apenas razoáveis, casos de Jefferson, Daniel Alves, Robinho e Philippe Coutinho.Não convenceram Thiago Silva (de novo?), Filipe Luís, Fernandinho, Elias e Firmino. Outros como Douglas Costa e Tardelli passaram em branco. Dunga foi bem só nos amistosos, mas falhou na hora H. Substituí-lo por quem? Só se for por um argentino...

VIRADA INCRÍVEL

Tudo parecia indicar que o Flu não venceria em Goiânia. Saiu perdendo, empatou com Wagner em falha grave da zaga do Goiás, depois sofreu pênalti que Cavalieri defendeu em péssimo chute de Felipe Menezes, teve Gum expulso, mas virou e ainda terminou com nove homens após a lesão de Vinícius. Tudo isso sem jogar muito bem, mas com muita garra diante de um Goiás que se perdeu pela inexperiência e pela mediocridade. O belo prêmio foi a entrada no G-4.

O BOTAFOGO ESTÁ AMEAÇADO POR UMA FASE MUITO DIFÍCIL

Foram dois resultados muito ruins consecutivos: dois pontos perdidos para o Boa, em casa, com atuação tosca, e uma derrota em Macaé, que até poderia ser aceitável em outras circunstâncias, mas que foi feia e expôs um time desarticulado e sem liderança.Os jogadores precisam se convencer de que são muito limitados e se não reativarem a pegada e a compactação em campo mostrada no Carioca e começo do Brasileiro podem cair em um ciclo perigoso de derrotas.

Últimas de Esporte