Por pedro.logato

Rio - Em um Morumbi gelado, o pequeno público não teve o seu esforço recompensado e assistiu a mais uma pelada no Brasileiro. Preguiça, falta de imaginação, arremedo de esquema tático, bolas rifadas, faltas desleais, um desfile de horrores. Talvez pior do que o Vasco x Flamengo, que teve, pelo menos, o gol bonito de Riascos. Mas, sem grandes expectativas, esperava-se coisa melhor porque o Fluminense vinha de uma boa reação no campeonato e o ataque alia bem a experiência de Fred com o talento do garoto Gerson. Mas a proposta muito defensiva e a precipitação estragaram tudo. Do outro lado, o São Paulo, com alguns jogadores famosos, parece estar de má vontade com o técnico colombiano Carlos Osorio. Estrelas como Ganso, Pato e Luis Fabiano não querem nada com a bola. Uma lástima, que mereceu vaias da torcida e que comemorou bem um ano do vexame dos 7 a 1 na Copa. Em uma visão pragmática, o 0 a 0 não foi tão mal para o Flu, que pontuou fora de casa e continua no G-4. Mas perdeu a grande chance de uma vitória que não seria difícil.

Fluminense e São Paulo passaram em brancoDivulgação

RESTA A ESPERANÇA

Essa foi demais. O Flamengo conseguiu levar uma virada do Figueirense no Maracanã e nos acréscimos, no último lance da partida. Resultado da incapacidade do time de segurar a vantagem na fase final, dos muitos passes errados e da desorganização geral. O Figueirense foi corajoso e jamais perdeu a lucidez no jogo. No Fla, salvaram-se o garoto Jorge e um pouco Alan Patrick e Everton. Agora é torcer para que Guerrero, a esperança final, estreie o mais depressa possível.

PASSO PARA TRÁS

O Vasco de Celso Roth até que se esforçou e, pela disposição do primeiro tempo, pareceu que voltaria de Chapecó com algum lucro. Mas acabou se enrolando na ineficiência ofensiva e depois ficou acuado com as duas expulsões. O Chapecoense, lutador e organizado, mereceu a vitória, que surgiu em gol de bicicleta. A torcida vascaína espera que Herrera e Andrezinho estreiem logo para, ao menos, a campanha se manter em patamar mediano, que evite a zona do rebaixamento.

REDE DE PROTEÇÃO

A diretoria do Botafogo tem mesmo que armar rede de proteção em torno de Luis Henrique. Não só para preservá-lo pelo lado emocional, com todas as implicações negativas, mas também no aspecto econômico, para que o clube não sofra prejuízo. O garoto pode até não vingar, mas as maiores chances são de êxito pela carência de bons artilheiros no futebol atual. Com a sua frieza e porte físico, Luis Henrique parece uma joia que o Botafogo precisa lapidar com carinho.

MESSI NA PRESSÃO

Realmente, no Mundial, Messi não fez o que se esperava dele e deu o azar de perder o companheiro Di María. Tanto que torceu o nariz para o prêmio da Fifa, que deveria ter ido para Robben. Agora, esteve bem na Copa América, mas sem ser genial, e só brilhou na goleada sobre o Paraguai. Mas não foi campeão porque o time não ajudou, Di María saiu na final, Tata Martino escalou e mexeu mal e, de novo, Tévez foi injustiçado. Messi não merece o estigma de perdedor na seleção.

OS CHILENOS MERECIAM VIVER ESSE GRANDE MOMENTO NO FUTEBOL

Foi merecida a festa chilena pela conquista da Copa América. O Chile sempre teve um futebol guerreiro, embora em plano inferior aos vizinhos poderosos. É um país admirável pela resistência do seu povo a graves problemas políticos e acidentes naturais — o exacerbado patriotismo tem a ver com isso. Uma paixão que se expõe sempre e que o mundo acompanhou bem durante aquele resgate dos mineiros soterrados. O futebol chileno mereceu a conquista com a sua melhor geração.

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