Jornal diz que Marco Polo del Nero está sendo investigado pela justiça dos EUA

Autoridades americanas averiguam possível envolvimento do presidente da CBF com relação a pagamentos ilegais feitos pelo empresário J. Hawilla, dono da empresa Traffic

Por O Dia

Rio - Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", o atual presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marco Polo del Nero, está sendo investigado pela justiça dos Estados Unidos no escândalo da Fifa. Os norte-americanos tentam esclarecer os procedimentos ilícitos feitos pela Traffic, do brasileiro J. Hawilla, que fez acordo de deleção premiada nos Estados Unidos, e apuram possível envolvimento do mandatário da entidade brasileira.

As investigações fazem parte do mesmo processo que levou sete dirigentes da Fifa para a cadeia, no dia 27 de maio, em Zurique, dentre eles José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Todos acusados de corrupção. Nestas averiguações, são apontados pagamentos ilegais para três dirigentes brasileiros em negociações de direitos de transmissão da Copa do Brasil e Copa América.

Marco Polo del Nero está sob investigação da justiça americanaEfe

Segundo a reportagem, os dados obtidos nas averiguações são mantidos em sigilo. Isso porque, ainda não existem provas para indiciamento do presidente da CBF. Se as suspeitas se confirmarem, Marco Polo poderia correr risco de prisão e até um pedido de extradição por parte da justiça norte-americana.

Na época das prisões, nos documentos apresentados pela investigação, existia um "co-conspirador" de Marin. Del Nero negou ser ele esta pessoa. Procurada pela reportagem da Folha para dar sua versão para o caso, a CBF respondeu por email:

"O presidente da CBF desconhece qualquer procedimento investigativo envolvendo seu nome. Sua posição, em relação a questionamentos de toda natureza, é e será sempre de completa e irrestrita colaboração, sempre em conformidade com a lei e com a apresentação de fatos e dados objetivos que irão apenas corroborar a lisura de suas ações nas funções que ocupa ou ocupou. Se houver de fato uma investigação, ela vai concluir que o dirigente não teve qualquer envolvimento com propinas ou quaisquer irregularidades."


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