Esperança em meio ao caos

Flamengo vive expectativa pela estreia de Guerrero

Por O Dia

Rio - Se o torcedor do Flamengo for pessimista, vai lamentar a fase atual e o momento ruim para a chegada de Guerrero. E até considerar que ele não pode carregar o fardo de salvador da pátria. Mas, com um certo otimismo — do qual a torcida rubro-negra é pródiga — pode-se prever uma mudança a partir de quarta-feira com a dupla Sheik-Guerrero, principalmente se alguns jogadores recuperarem a forma física e esquecerem as noitadas. Seu objetivo imediato é jogar um balde d’água fria na crise. Foi uma boa ideia cancelar a festa de apresentação porque não havia clima. Guerrero foi uma grande contratação e quem o viu no Corinthians sabe do que ele é capaz. Se houver bom comando e o time tiver um comportamento profissional, a perspectiva é a melhor possível.

Guerrero faz sua estreia nesta quarta-feira contra o InternacionalDivulgação

OS DESESPERADOS

Em Brasília, Vasco e São Paulo fazem clássico meio neurótico — penam e precisam de reabilitação. O Vasco tem frequentado o Z-4 e, se reativou a boa defesa, se ressente de criatividade no meio e força ofensiva. Todos torcem por Herrera e Andrezinho. O São Paulo, às turras com Osorio, espera que as estrelas decidam jogar. Qual deles será o menos ruim?

DESMONTE

O Fluminense até disfarça, mas tem feito grande e metódico desmonte do seu time, desde a saída da estrela máxima da companhia, Conca. As perdas de Kenedy, Wagner e Gerson são um mau sinal que nem as chegadas de Wellington Paulista e Osvaldo compensam. Tantas mudanças corroem as esperanças tricolores no Brasileiro.

MENOS, DUNGA

Dunga pode ser pragmático, mas nem tanto. A essa altura, relativizar os 7 a 1 da Copa é demais. Era o tipo de lição que o Brasil não precisava, tal o preço do estrago e da humilhação. Se houvesse realismo e problemas óbvios fossem encarados para a mudança, vá lá. Mas, pelo que se vê, indiferença e arrogância se misturam. Isso não pode dar certo.

A TENSÃO DE MESSI

Messi tem suas razões para estar de baixo astral com a perda da Copa América, um ano após o Mundial.Nos dois casos, o time não ajudou, mas ele também ficou abaixo do seu potencial. No Barcelona, convive em um time pronto de craques. Na seleção, é tudo mais improvisado. Mas não deixará de ser o melhor do mundo.

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