Diferente de Bernardinho, Zé Roberto dá atenção especial ao Pan em Toronto

Treinador da seleção feminina diz que competição no Canadá é a ideal para a equipe entrar 'no clima da Olimpíada'

Por O Dia

Canadá - Com diversas competições paralelas importantes conflitando com o calendário do Pan, várias modalidades estarão desfalcadas de atletas de ponta no Canadá. Mas há quem olhe com carinho para a competição de Toronto e enxergue nela uma importante etapa de preparação para os Jogos Olímpicos do Rio.

Bernardinho e José Roberto Guimarães trataram a competição de formas completamente distintas. O treinador da seleção masculina priorizou totalmente a Liga Mundial, e há uma causa bastante relevante para isso: a fase final será no Rio, a partir do dia 15, e os jogadores vivenciarão um bom teste para os Jogos Olímpicos, recebendo a pressão que cabe ao anfitrião de uma competição importante. O principal auxiliar de Bernardinho, Rubinho, estará ao seu lado no banco, e quem comandará a equipe B, que representará o país em Toronto, será Maurício Paes.

Já a seleção feminina será comandada no Pan pelo próprio José Roberto Guimarães. O auxiliar e braço direito dele, Paulo Cocco, é que vai dirigir a equipe no Grand Prix.
"Como treinamento para a Olimpíada, é importante nos prepararmos no Pan, que é uma mini-Olimpíada. Eu decidi ir ao Pan para eu mesmo ir me ambientando ao clima de Olimpíada", diz o tricampeão olímpico (uma vez pela seleção masculina e duas pela feminina.

Zé Roberto afirma que Pan-Americano em Toronto será importante para equipe se preparar para às Olimpíadas 2016Divulgação

A equipe feminina que vai a Toronto não tem tanta "cara" de time B como a masculina. Importantes jogadoras irão para o Canadá, como Jaqueline e Fernanda Garay. "O que me levou a decidir a formação dos grupos são as necessidades individuais das jogadoras. Algumas precisam jogar mais, outras precisam jogar menos, há quem precise trabalhar mais fisicamente e quem precise ganhar mais experiência", explica Zé Roberto.

No tocante a musas, um tema que sempre vem à tona quando o assunto é vôlei feminino, a seleção do Pan terá um grande desfalque: Mari Paraíba, que faz parte do grupo do Grand Prix. Convocada para a seleção pela primeira vez aos 28 anos, a dublê de modelo e atleta, que já estampou a capa da revista Playboy, voltou ao vôlei de quadra em janeiro do ano passado, depois de passar uma temporada no vôlei de praia.

Uma das principais peças do ataque do Minas Tênis, Mari está se propondo a aproveitar a experiência ao máximo, a fim de manter seu nome em convocações futuras. "Estou muito feliz aqui na seleção. O que eu puder sugar da experiência das minhas colegas, eu vou sugar", diz a beldade, que evitou se empolgar com as especulações de que chegaria à seleção depois da boa Superliga que fez. "Sempre fiz questão de manter os meus pés no chão".

Outro destaque da Superliga, Macris fará parte da equipe que vai ao Pan. Dona do melhor aproveitamento entre as levantadoras das duas últimas edições da competição nacional, a jogadora do Pinheiros tenta se firmar como um nome para o futuro. "Esta é uma grande oportunidade que estou recebendo. Nas últimas temporadas, tratei de procurar corrigir alguns detalhes e foquei no meu trabalho para poder receber esta chance. O Pan vai ser importante para eu pegar rodagem".

Antes de se dividir em dois, o grupo brasileiro treina esta semana no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, onde disputará, no próximo fim de semana, o grupo D do Grand Prix. Os adversários serão a Bélgica (dia 10), Tailândia (dia 11) e Alemanha (dia 12).

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