Romário diz que corrupção influenciou em vexame histórico da Seleção

Baixinho ataca os principais dirigentes que passaram pela CBF e ainda alfineta o ex-companheiro na conquista do tetra, em 94, Gilmar Rinaldi, atualmente coordenador técnico do elenco

Por O Dia

Rio - Romário lembrou o aniversário de um ano da derrota da seleção brasileira para a alemã por 7 a 1, nas semifinais da Copa do Mundo, em um post no Facebook, em que apontou a corrupção como uma das causas principais do vexame.

"Dentro de campo, o diagnóstico era evidente, pânico e incapacidade de reação dos jogadores. Fora, o problema era bem pior. Uma complexa teia de corrupção que envolvia a CBF, federações, clubes, agentes, empresas de marketing e cartolas. Juntos, eles destruíam nosso futebol porque tinham a única motivação de enriquecer", escreveu o ex-atacante e agora senador.

Romário afirma que corrupção envolvendo a CBF contribuiu para o vexame histórico da seleção brasileiraReuters

O Baixinho explicou que se sentiu triste como os milhões de brasileiros que acompanharam a goleada e que também se sentiu impotente, não só por não poder reagir ao que acontecia no gramado, mas também por perceber a fragilidade estrutural do futebol do país.

"Não porque eu queria estar em campo, mas porque eu via, já há alguns anos, com uma visão privilegiada, o futebol brasileiro se deteriorando. Sabia exatamente quais eram os motivos e, embora tentasse, não tive força para - sozinho - mudar algo", afirmou.

No texto que publicou nesta quarta-feira, Romário ainda disparou contra os principais dirigentes do país, lembrando que existem acusações de envolvimento em casos de corrupção.

"O ex-presidente e atual vice-presidente da CBF, José Maria Marin, está preso na Suíça. O atual, Marco Polo Del Nero, com a corda no pescoço, prestes a ser preso, não tem sequer coragem de deixar o país para acompanhar as competições oficiais. Na mesma situação de investigado, encontra-se Ricardo Teixeira, também ex-presidente da CBF, ainda influente personagem deste jogo sujo", postou.

O senador ainda voltou sua artilharia contra o atual coordenador-geral de seleções da CBF, seu companheiro na conquista do tetracampeonato mundial, em 1994.

"Gilmar Rinaldi, conhecido empresário de jogadores, é o coordenador técnico da seleção, defendendo é claro, seus próprios interesses na convocação de jogadores", criticou Romário.

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