Engenharia pode fazer medalhista do Pan de Toronto largar a patinação

Talitha Haas vai se formar em 2016 e, sem patrocinador, cogita deixar o esporte para seguir a profissão que escolheu estudar

Por O Dia

Talitha Haas conquistou medalha de prata no Pan de TorontoEfe

Canadá - A medalha de prata em Toronto, conquistada no último domingo, pode ter sido o último ato da gaúcha Talitha Hass, de 20 anos, em Jogos Pan-Americanos. Ela divide a vida de atleta com o curso de Engenharia Química na Feevale, em Novo Hamburgo (RS), que será concluído em 2016. Sem patrocínio e na reta final dos estudos, ela pensa em largar a patinação artística para se dedicar à profissão que escolheu aprender na universidade.

"Não sei se consigo competir no próximo Pan (Lima-2019). Vou entrar no último ano de faculdade e preciso começar a trabalhar como engenheira ou sigo na patinação. Se eu pudesse viver disso com certeza a patinação seria a minha opção", contou Talitha, que já recusou um convite para trabalhar na universidade por falta de tempo para conciliar as duas atividades.

Por ser em julho, período de férias, Talitha não precisou perder aula para vir a Toronto, mas não terá a mesma sorte em setembro, mês em que será realizado o Mundial de Patinação Artística, na Colômbia. "Não tem jeito, vou ter de faltar e fazer as provas no fim do ano", lamenta.

No Brasil, apenas Marcel Stürmer, primeiro brasileiro a ganhar quatro medalhas de ouro seguidas em Jogos Pan-Americanos, consegue se dedicar integralmente à patinação artística, uma modalidade não olímpica. Talitha lamenta a falta de apoio, mesmo com resultados. "Se eu conseguisse patrocinador conseguiria patinar por mais tempo, mas tirar do próprio bolso é complicado."

Além da prata em Toronto, Talitha Hass foi bronze no Pan de Guadalajara-2011 e no Mundial de Freiburg (ALE), em 2009.

Reportagem de Thiago Rocha

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