Por pedro.logato

Rio - Com tanta coisa contra — o Fluminense muito melhor na tabela lutando pela liderança, a torcida maior e vibrante com a alegria da apresentação de Ronaldinho Gaúcho —, os jogadores do Vasco parecem ter feito um pacto silencioso para não deixar que a festa fosse completa, até porque a situação na tabela inspira cuidados. O Fluminense estava confiante demais, sem ímpeto, e perdeu-se no primeiro tempo com um falso domínio. O clássico se arrastava, mas, quase no fim, Jhon Cley fez um bom cruzamento para Andrezinho abrir o marcador aproveitando vacilo de Antônio Carlos. Um castigo para a autossuficiência tricolor. No segundo tempo, as coisas mudaram e a partida ficou movimentada. Marcos Junior empatou. E, quando se esperava a virada, pela superioridade individual tricolor, Jhon Cley acertou um caprichado pombo sem asa com efeito incrível que tirou de Cavalieri a possibilidade de defesa. O clássico ficou equilibrado até o fim. Riascos de um lado e Osvaldo, de outro, tentaram mudar as coisas, mas nada mexeu no placar, que impediu a liderança do Flu e manteve o Vasco no Z-4, com a compensação de grande vitória.

Vasco derrotou o Fluminense no MaracanãJoão Laet / Agência O Dia

QUE FERA!

Guerrero está fazendo um gol por jogo no Flamengo, marca importante e difícil de ser mantida. Para além das vitórias, ele consegue fazer todo o time render mais.Pode-se dizer que o Flamengo vai subir muito na tabela e brigar no topo. É difícil ter ainda tempo para o título, mas o G-4 parece viável. Não é cedo para se dizer que o investimento valeu muito a pena e que é possível um jogador especial mudar toda a história. Com as finanças em dia e a sua torcida, o Fla projeta uma nova era.

TEMPOS DIFÍCEIS

O Botafogo obteve contra o Náutico vitória importante para se manter na liderança, agora por pontos. Mas não esteve bem e continua sem time e padrão de jogo. Perdeu um jogador importante como Pimpão e há instabilidade com esse desmonte. É provável que, pela mediocridade alheia, o time volte à Série A, mas a torcida ainda vai sofrer muito e o futuro em 2016 pode ser uma tormenta. É tempo de promover nomes da base,mas esse processo é traiçoeiro e precisa de cuidado.

O BRILHO DA FRANÇA

Pode ser até que tenha sido um brilho isolado e jamais a França venha a ganhar outro título da Liga Mundial. Mas essa conquista do Rio foi justa, empolgante, revelou ótima geração e principalmente um craque como Ngapeth, disparadamente o destaque individual. Na final de ontem, com público festivo no Maracanãzinho, a Sérvia mostrou empenho, mas não deu e os 3 a 0 foram lógicos.De resto, uma decepção para o Brasil, mas que pode servir de lição para a Olimpíada.

GRANDE MELHORA

A natação brasileira praticamente repetiu o número de medalhas do Pan anterior, mas foi significativo que os índices melhoraram muito, que derrotamos o Canadá em casa, que houve o primeiro ouro feminino, que Thiago Pereira saísse recordista em Pans e um garoto de 17 anos como Brandon Almeida tenha levado ouro e bronze — a maior esperança para um novo ídolo na natação brasileira. Ainda estamos longe dos americanos, mas a distância diminuiu.

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