Por pedro.logato

Rio - O prestígio do futebol brasileiro anda tão em baixa que em todas as pesquisas feitas pelos meios de comunicação sobre as nossas possibilidades de ficar fora da Copa de 2018, o contingente de pessimistas (ou seriam realistas?) é alto. Historicamente, mesmo com boas seleções, o Brasil teve dificuldades nas Eliminatórias — na vitória minguada sobre o Peru por 1 a 0 no Maracanã em 1957, contra o Paraguai em 1969 pelo mesmo marcador e contra o Chile em 1989 no jogo da fogueteira. Para não falar de 2001, já nos pontos corridos, quando só carimbamos a ida no último jogo contra a Venezuela. Com cinco vagas para dez concorrentes, só mesmo se houver muita lambança para ficar fora depois de 18 rodadas. Mas, depois dos 7 a 1, qualquer lambança vai parecer pequena e quase normal.

Historicamente o Brasil tem dificuldades nas EliminatóriasEfe

CAMPO DE JOGO

O esporte raramente originou um bom cinema, seja na ficção ou no documentário. Um dos poucos que fizeram um bom mix de ficção e realidade foi o subavaliado ‘Heleno’. ‘Boleiros’, de Ugo Giorgetti, também renovou o gênero. Mas o recém-lançado ‘Campo de jogo’, de Eryk Rocha, promete abordagem diferente com o esporte amador como um painel social e econômico.

CACHORRO GRANDE

Só agora em agosto, a partir das oitavas, a Copa do Brasil, com a chegada da turma da Libertadores, terá bons jogos mata-mata e vai rivalizar com o Brasileiro. Dos 16 finalistas, estão lá 11 grandes (só o Botafogo fora), mais Figueirense, Paysandu, Ceará, Coritiba e Ituano. Baba só na Sul-Americana, onde, mesmo assim, o Botafogo conseguiu ficar fora.

SHOW MEXICANO

Os dirigentes brasileiros devem tomar como exemplo para modernizar o nosso futebol o que aconteceu em Monterey. Dentro de campo, o ótimo time do Tigres deu show de dedicação e disciplina tática, massacrando o Inter, que em tese tem um timaço. Fora de campo, bela organização, luzes, fogos, música e mariachis — em uma apoteose na bela antiarena de Monterey.

NA CORDA BAMBA

A classificação previsível do Vasco em Natal deixou algumas questões em aberto e precisando de atenção de Celso Roth. Ainda há problemas na cobertura dos flancos e na marcação dos laterais, pontos vulneráveis. Além disso, é fundamental que Martín Silva volte correndo. Mas o folclórico Riascos vai se firmando na era dos gringos.

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