Crise pode afetar o futebol do Flamengo

Rubro-Negro vive racha interno da sua diretoria

Por O Dia

Rio - Por mais que as pessoas envolvidas sejam de bom nível e que não se espere uma campanha de baixarias, a sucessão no Flamengo já causou uma cisão profunda entre os principais componentes dessa nova era do clube. Uma coisa precisaria ser preservada e aparentemente fez parte do projeto de todos: manter o clube com as finanças sob controle e reativar a força do futebol. Bandeira de Mello cometeu o erro de não democratizar decisões importantes, demorou a equilibrar o futebol e surgiu uma divergência mais de forma do que conteúdo. Mas certas diferenças ficaram fortes, Wallim recebeu fogo amigo pesado, o ambiente azedou e a campanha não será tão suave como eles dizem. Como, aliás, sempre foi no Flamengo. O futebol será atingido.

Flamengo vive crise política Márcio Mercante

OS BARRAQUEIROS

Seria cômico se não fosse trágico. Ainda bem que, mesmo assim, continua hilário e a tragédia é de rotina. Nessa briguinha Eurico x Sheik, os dois têm telhado de vidro, embora o barraco entre eles sirva como bela promoção dos dois Vasco x Fla da Copa do Brasil. Sheik jamais poderia atingir a instituição, mas Eurico, no seu picadeiro, faz por onde incentivar o circo.

VENTO A FAVOR

A chegada de Cícero, que deve estrear sábado, e a permanência de Gerson até o fim do ano mantêm boa perspectiva para o Flu no Brasileiro. Com eles, Ronaldinho e Fred ficam menos sobrecarregados e o ataque não depende da instabilidade de Osvaldo ou dos raros brilharecos de Wellington Paulista. Os ventos sopram a favor.

RENOVAÇÃO DIFÍCIL

O Botafogo fez grande esforço nos últimos anos para trabalhar bem as divisões de base. Deu e não deu certo. Deu porque surgiram Dória, Vitinho, Gabriel, Jadson, Gilberto e ainda se espera muito de Luís Henrique e Mateus. Não deu porque os demais até agora no elenco não vingaram e as vendas desses melhores foram malfeitas e até suspeitas.

JOGO CORRIDO

Uma das razões que explicam os bons públicos no Brasileiro é que os jogos estão mais corridos e dinâmicos. Em parte, porque os árbitros se reciclaram, adotaram estilo europeu, não dão falta toda hora, inibiram o cai-cai e cansativas reclamações dos atletas. O futebol pode não estar um primor, mas ficou mais agradável.

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