Por fabio.klotz

Rio - O jogo está aberto para diferentes emoções, de intensidade também imprevisível. Vasco e Joinville, na zona da degola, lutam para fugir da lanterna em um momento dramático para ambos no Brasileiro. O Vasco foi obrigado a se reciclar e a mudar padrões para, afinal, sair de São Januário, onde vinha perdendo e sendo vaiado. O fator financeiro pesou porque na Colina o público raramente passava dos 10 mil em partidas com horários tenebrosos e acesso complicado.

Celso Roth tenta iniciar reação para tirar o Vasco da zona da degolaPaulo Fernandes/Vasco.com.br

Como em outras cidades, os jogos às 11 da manhã de domingo têm sido um sucesso, quem sabe o Vasco não cria novos perfis de torcedores que se habilitem a fazer um programa dominical em uma bela arena? Esse horário só pode colar, claro, sem chuva e fora dos períodos fortes de verão. Melhor do que dez da noite é.

Nenê e Jorge Henrique ainda não estreiam e haverá nova chance para os decepcionantes Dagoberto e Herrera. O Joinville é fraco, mas está animado com a chegada de PC Gusmão e vai apelar para a retranca. Joguinho nervoso, que o Vasco precisa vencer de qualquer maneira.

Sem escrita

Andaram falando de escrita neste Flamengo x Ponte Preta porque os rubro-negros não vencem há muito tempo em Campinas. Mas foram poucos jogos e isso não pode servir de parâmetro. O Fla ainda não se firmou, vem de triste empate e não conta com Cirino, mas pode explorar o contra-ataque no possível entusiasmo da Ponte, que tem comando novo. Com jogadores decisivos como Sheik e Guerrero, ser otimista é quase uma obrigação e só a vitória interessa.

Rodízio sem fim

Diego Aguirre caiu no meio da semana e a ironia é que ele perguntara, dias antes, ao colega colombiano Carlos Osorio o que deveria fazer para se firmar por um bom tempo. Osorio respondeu o óbvio: ‘Vença os jogos’. Isso não aconteceu e o uruguaio, apesar dos elogios pelo seu empenho, caiu, talvez por ter um elenco desequilibrado ou não obter o famoso encaixe com o grupo. Essa é uma rotina para os estrangeiros e o Inter, mal das pernas já há algum tempo, não fugiu à triste regra.

Cartolas loucos

Então os dirigentes dos grandes do Rio se reúnem para corrigir um pouco o Carioca, antes da prometida revolução, e conseguem piorá-lo? É inacreditável a fórmula com o inchaço de 16 clubes, longo tempo de disputa, times em dois grupos jogando uns contra os outros e classificando-se quatro de cada lado, com dezenas de jogos inúteis e esvaziados. Fla e Flu têm é que partir para a tal Copa Sul-Minas porque por aqui não vão encontrar nada. Nem eles, nem ninguém.

Equívoco histórico

Até Zagallo deixou a média de lado para admitir o que o Brasil sabe: houve várias razões para o humilhante 7 a 1 na Copa. A mais poderosa, porém, foi o desenho tático equivocado de Felipão. Ele jogou a coerência fora, tudo em que acreditava no futebol e, principalmente, o bom senso, para pegar a Alemanha com um time aberto, com o inexperiente Bernard na frente, em um suicida 4-3-3. Sem Neymar, o Brasil perderia de qualquer maneira, mas, bem armado, não haveria vergonha.

O sonho do Engenhão pode acabar em Caio Martins

Há forte movimento no Botafogo para que o Engenhão não seja mais utilizado, nem após a Olimpíada, pois exige manutenção caríssima. O Botafogo mergulhou em crise financeira e seus jogos dificilmente atraem mais de 15 mil pessoas. Caio Martins é mais modesto, barato, bem localizado e poderia ser reformado com a construção de arquibancada para 20 mil pessoas. Tem características de alçapão, difícil para os adversários e ideal para o acesso dos torcedores. Tudo leva à volta ao passado.

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