Com medalhões e revelações, Brasil amplia liderança no Parapan de Toronto

Com ótimo rendimento de referências das piscinas e jovens apostas no tênis de mesa, delegação brasileira brilha

Por O Dia

Canadá - Em sua luta pelo tricampeonato no Parapan, o Brasil conseguiu uma combinação positiva neste domingo para ampliar sua liderança no quadro de medalhas, agora com 16 ouros conquistados. No segundo dia de competições, nomes já consagrados como Daniel Dias e Clodoaldo Silva uniram forças com revelações do tênis de mesa como Danielle Rauen e Cátia Oliveira. Isto é, atletas vencedores seguem produtivos, enquanto uma nova geração desponta.

Quadro de medalhas

A novidade do dia foi a ascensão do Canadá neste domingo, que já faz sombra ao Brasil em termos de total de medalhas – apenas uma a menos (34 a 33). Vale lembrar, todavia, que a contagem do ranking do Parapan segue os moldes olímpicos, em que o ouro prevalece. Desta forma, o Brasil segue na ponta com folga, com o dobro de campeões em relação aos anfitriões (16 a 8). Na disputa de pratas (11 a 10) e bronzes (14 a 8), os canadenses levam a melhor.

Em dois dias, 11 países conquistaram medalhas, além de Brasil e Canadá: México (terceiro, com sete de ouro, seis de prata e cinco de bronze), Colômbia, Estados Unidos, Argentina, Cuba, Chile, Venezuela, República Dominicana e Nicarágua.

Natação se segura

O duelo mais intenso do dia foi realmente entre os nadadores brasileiros e os canadenses. No fim, foram sete ouros para o Brasil contra cinco para o Canadá. Para a delegação nacional, entraram n'água com sucesso alguns de seus nomes mais expressivos.

Destaque para a última prova da agenda, o revezamento 4x50m livre 20 pontos, que reuniu Daniel Dias, o Mister Parapan, e Clodoaldo Silva, figura que inspirou declaradamente o surgimento de diversos dos atuais medalhistas do país. Eles tiveram a companhia de Esthefany de Oliveira e Joana da Silva. Após ganhar 11 ouros em Guadalajara, Daniel já soma dois em dois dias de provas em Toronto.

Já Caio Amorim manteve o título dos 400m livre S8, recuperando-se da decepção que sofreu no sábado. Na véspera, ele foi desclassificado na final dos 100m costas S8, ficando impedido de chegar ao bi.

Prodígios no tênis de mesa

A catarinense Danielle Rauen (Classe 9-10) e a paulista Cátia Oliveira (Classe 1-2) conquistaram as duas primeiras medalhas de ouro do tênis de mesa no Parapan. Ambas têm uma curta rodagem na modalidade.

Danielle, aliás, é a caçula entre os mesa-tenistas brasileiros, com 17 anos. Ela se juntou à seleção permanente apenas em 2014. Já Cátia pratica o esporte há menos de três temporadas. A atleta chegou a jogar futebol nas categorias de base, foi convocada para um Mundial Sub-17, mas sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica.

Coletivos

Depois de vitórias impressionantes na estreia, as seleções de basquete sobre cadeira de rodas mantiveram o aproveitamento de 100% em Toronto. A equipe feminina triunfou novamente com facilidade ao fazer 66 a 27 na Guatemala, com 18 pontos de Lucicleia Costa. Já o time masculino teve placar mais apertado contra a Colômbia: 65 a 52. Os brasileiros venciam por oito pontos quando se iniciou o quarto período.

Pelo vôlei sentado, foram duas vitórias por 3 sets a 0. As mulheres bateram Cuba de modo arrasador, tendo perdido apenas 12 pontos nas duas primeiras parciais. Já os homens venceram o Canadá também com tranquilidade, em três sets.

Os rapazes do futebol de 5 venceram o segundo jogo seguido: 3 a 0 sobre a Colômbia, com dois gols de Raimundo Mendes. No golbol foram mais duas vitórias expressivas: 10 a 0 para a seleção feminina sobre El Salvador e o mesmo placar para a masculina contra Porto Rico.

Últimas de Esporte