Fabiana, capitã modelo

Contratada pela Ford Sports, central da seleção brasileira realiza o sonho de trabalhar com moda, mas não tira o foco das quadras e da meta de ser tricampeã olímpica no Rio

Por O Dia

Fabiana realiza o sonho de trabalhar com modaGustavo Lopes / Ford Models / Divulgação

Rio - Dentro das quadras, Fabiana é considerada um modelo de atleta. Além de ser uma das melhores centrais do mundo, ganha elogios do técnico José Roberto Guimarães pela postura, como aconteceu quando decidiu se juntar à Seleção de vôlei em junho, em Saquarema, mesmo tendo recebido um descanso maior neste ano. Mas não é apenas nos ginásios que a bicampeã olímpica atrai os flashes. Sua beleza chamou a atenção da Ford Sports, nova divisão da Ford Models Brasil, que assinou contrato com a jogadora em julho. Assim, Fabiana realiza o sonho de infância de ser modelo, mas sem deixar de lado o grande objetivo nas quadras: o ouro na Rio-2016.

“É bom que a Fabiana já tenha navegado pela moda. É um assunto de que ela gosta e vamos indicá-la para alguns cursos. Ela fotografa muito bem e esses trabalhos podem ser feitos num dia de folga, sem ocupar tanto espaço na agenda. Ela está focada na Olimpíada, no tricampeonato no Brasil, algo histórico”, diz o diretor da Ford Sports, Rogério Pires.

Neste ano, Fabiana brilhou na exposição "Pérolas Negras", da Mercedes-Benz, posando para o fotógrafo Luiz Tripolli.

“Sempre gostei dessa parte de moda. Gostaria de fazer faculdade. Vamos ver no que vai dar essa brincadeira toda”, diverte-se a central.

Fabiana viveu a emoção de pisar na passarela pela primeira vez em abril, num desfile com vestido de noiva, em Vitória.

“Foi a minha primeira experiência de passarela. Quando você aprende a fazer, você tem o jeito e as manhas. E o meu primeiro desfile foi logo de noiva. É preciso ter um jeito porque senão o vestido gruda na hora em que você vira. Estava tensa. Deu uma preocupação. Mas eu fiquei superfeliz e muito emocionada depois. É um sonho desde pequena. Às vezes você tem o sonho e nem sempre consegue que se realize. Eu consegui”, conta.

Acostumada ao friozinho na barriga nos jogos de vôlei, ela admite o nervosismo nas passarelas: “Quando você não domina, você fica preocupada, tem que olhar para frente, se preocupar o tempo todo com os movimentos. Tem um monte de gente olhando. É muita coisa (risos).”

Fabiana admite o nervosismo nas passarelasFaya Neto / Divulgação

Quando o assunto é moda, Fabiana tem uma grande parceira para trocar dicas: a também bicampeã olímpica Jaqueline, que na próxima temporada será sua companheira no Sesi (SP).

“Ela adora. É muito legal porque uma torce pela outra. Quando eu faço algum trabalho, ela manda mensagem: ‘Nossa, ficou muito legal’. Eu falei com ela que nós poderíamos fazer alguma coisa juntas.”

Dentro das quadras, Fabiana também está animada para jogar novamente ao lado de Jaqueline na temporada 2015/16, anterior à Olimpíada do Rio: “Já joguei com a Jaque no Rio. Com certeza, vai ser mais um ano muito legal. Como jogadora e como pessoa, a Jaque pode ajudar muito o grupo”, destaca.

Eleita capitã da seleção brasileira numa votação entre as companheiras em 2010, Fabiana ganhou um descanso maior do técnico Zé Roberto em 2015, ficando fora do Pan de Toronto e do Grand Prix. Mesmo assim, decidiu treinar com o grupo antes do previsto. A partir de terça-feira, ela defende a Seleção no Sul-Americano da Colômbia. Mas sem deixar de lado a contagem regressiva para a Olimpíada do Rio, em 2016: “Dá ansiedade para jogar no país, sabendo da pressão. Os ingressos do vôlei são um dos mais procurados. Não será fácil e a gente viu isso com o futebol. Cada ano fica mais difícil subir ao pódio”.

O sonho é com o tricampeonato olímpico: “Todo mundo pensa nisso, de entrar para a história, e coroar todos esses anos. A gente sabe que muita gente depois da Olimpíada pode sair e não vamos ter mais todo o grupo. Se a gente conseguir, não vai ter emoção maior.”

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