Por renata.amaral
Petkovic recebeu proposta do VascoAndré Mourão

Rio - Petkovic começou bem a sua trajetória como técnico do Criciúma, mas a queda de rendimento da equipe ao longo das rodadas e a proximidade com a zona de rebaixamento da Série B fizeram com que o ex-jogador fosse demitido do cargo nesta segunda-feira. Ainda sem clubes em vista, o sérvio admitiu que teve seu nome cogitado para assumir o comando do Vasco neste ano.

"Falaram no meu nome e no do Celso Roth. Mas pintou o Criciúma e eu fui. Depois que o Roth saiu, também fui cogitado. Mas deixei claro que não abandonaria o Criciúma. Também fui procurado por outros clubes da Série A", disse Pet em entrevista ao programa 'Bate-Bola Bom Dia', da 'ESPN', nesta terça-feira.

O ex-jogador, que atuou no Cruzmaltino, mas se tornou ídolo justamente no maior rival, o Flamengo, também não hesitou em falar sobre as situações dos clubes no Campeonato Brasileiro - enquanto o Rubro-Negro luta pelo G-4, o Vasco briga para não ser rebaixado.

"Acho que é difícil o Flamengo chegar ao G-4, porque os times de cima estão jogando bem. Teoricamente, ainda dá. Mas aquele embalo deu uma quebrada. É tão complicado quanto o Vasco se livrar do rebaixamento. Mas o Vasco tem um bom time. Se tivesse ganhado do Avaí, eu diria que as chances seriam 99%", disse Pet, que, ao saber que a diferença entre Flamengo e Santos - sétimo e quarto colocados, respectivamente - é de apenas dois pontos, mudou de opinião:

"Pensei que a diferença do Flamengo para o G-4 fosse maior. Se são só dois pontos, isso não é nada em nove rodadas."

Sobre a instabilidade de técnicos no futebol brasileiro e a legislação do esporte, o técnico sérvio afirmou ser algo 'cultural' no país.

"É cultura. Muita política. Não só no Rio de Janeiro. A regulamentação do futebol brasileiro não ajuda. Os clubes têm CNPJ diferenciados, e não igual o de qualquer empresa; podem deixar de pagar impostos e salários para depois resolver na justiça; não há limite no número de inscrição de jogadores; os técnicos podem trabalhar no mesmo time no mesmo ano. Precisa de planejamento e leis rigorosas. Mas acho que está melhorando", concluiu.

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