Rio - Como a vitória na Rússia caiu do céu para Hamilton — Rosberg, além de menos piloto ainda tem azar — e o tricampeonato do inglês são favas contadas, peço licença para falar sobre os brasileiros. Os dois Felipes tiveram um domingo de muita eficiência e sorte com o abandono de quem estava na frente, mas a sensação é de que só um pode comemorar.
Nasr foi um dos destaques do GP. A troca de engenheiro na Sauber surtiu efeito, assim como o carro com atualizações. O brasileiro fez um trabalho consistente mesmo com equipamento inferior e conseguiu brilhante sexto lugar (graças à punição de Raikkonen). Até poderia ter sido melhor se a Sauber ousasse na estratégia, pois foi a única do pelotão intermediário que não trocou o pneu para ir até o fim durante o safety car (como o carro consome muita borracha, fica a dúvida sobre o desempenho nas últimas voltas).
Em relação a Massa, há a certeza de que deveria ter sido melhor. O quarto lugar saindo em 15º é ótimo. O problema é que o piloto da Williams não deveria nunca ter largado nessa posição com o carro que tinha. Errou no treino de sábado e perdeu a chance de brigar pelo pódio, mas pelo menos foi correto no domingo.
O QUE FAZ KIMI NA FERRARI?
Raikkonen mostrou em certos momentos em Sochi que é (ou já foi) um grande piloto, mas a batida em Bottas é o resumo da decepção que ele é em 2015. Difícil entender por que o contrato foi renovado.
MEXICANO SE DESTACA
Além da sorte e da boa estratégia, Perez brilhou com direção correta e sem erros para chegar em terceiro com a Force India. Foi o quinto pódio do mexicano na carreira e o terceiro da equipe na F-1.
ESTÁ SOBRANDO
O título da Mercedes já era esperado, talvez não com tanta antecedência. A equipe sobra desde 2014 e não tem rival. Apesar da evolução da Ferrari, começa 2016 na frente.