Empresa projeta Brasil no Top 10 no quadro de medalhas da Olimpíada

No quadro de medalhas virtual preparado pela empresa holandesa Infostrada, anfitriões dos Jogos conquistariam oito ouros olímpicos

Por O Dia

Rio - O Brasil tem potencial para figurar entre as dez maiores potências olímpicas do mundo. Ao menos é essa a conclusão à qual chegou a empresa holandesa Infostrada, que acumula dados de competições em nível mundial há 20 anos e utiliza um algoritmo para calcular prognósticos olímpicos. É oportuno salientar que, mesmo executando um trabalho sério e com boa reputação, a Infostrada dá também suas bolas fora. No quadro de março, a empresa não sabia que os boxeadores Esquiva Falcão e Everton Lopes se profissionalizaram. Os dois eram considerados candidatos ao pódio pela empresa.

Na última edição do quadro de medalhas virtual, atualizado mensalmente, foram acrescentados os dados registrados no Mundial de Ginástica artística de Glasgow. Para a Infostrada, o Brasil figuraria na décima colocação segundo os critérios utilizados pelo Comitê Olímpico Internacional, que escalona os países de acordo com o número de medalhas de ouro. O Comitê Olímpico Brasileiro estipulou a meta de que o Brasil fique entre os dez países com o maior número de medalhas conquistadas, incluindo as pratas e os bronzes.

Arthur Zanetti é um dos favoritos a medalha de ouroRicardo Bufolin/CBG

Segundo a Infostrada, o Brasil é favorito a conquistar oito das medalhas de ouro em jogo. O máximo que o país já obteve foram cinco, em Atenas-2004. Fabiana Murer, que tem ficado em segundo lugar nas últimas grandes competições, dará um passo adiante, na avaliação holandesa. O vôlei de praia proporcionaria duas medalhas de ouro, com Alison e Bruno Schmidt e Larissa/Talita. Alison/Bruno são campeões mundiais e do World Tour Finals. Larissa e Talita venceram o World Tour Finals. As conquistas no circuito e no Mundial, no entanto, estão longe de ser um indicador seguro quando se fala em prognósticos olímpicos. Desde 96, o Brasil conquistou seis títulos mundiais no masculino e cinco no feminino, mas apenas duas medalhas de ouro olímpicas, somados os dois naipes.

Os estatísticos holandeses veem o Brasil finalmente rompendo uma grande barreira no futebol, com a conquista de sua primeira medalha de ouro no torneio masculino. Na ginástica, a Infostrada aposta em medalha de ouro de Arthur Zanetti nas argolas e prata de Diego Hypolito no solo. Em Glasgow, o ginasta de Santo André disputou apenas a final da competição por equipes, pois era reserva. Sua nota foi superior à do espanhol que levou o bronze na final do solo, Miguel Zapata Santana.

Ana Marcela Cunha daria ao Brasil sua única medalha de ouro na natação, na maratona aquática 10km. Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs no Mundial de Santander, na Espanha, na classe 49er FX, dariam a primeira medalha de ouro à vela feminina brasileira em sua história.

A Infostrada foi ainda mais generoso na "distribuição" de pratas ao Brasil. A empresa vê o país monopolizando a final feminina no vôlei de praia, a exemplo de Atlanta/96, com Ágatha e Bárbara ficando em segundo lugar. Clélia Costa, a "Tysinha", em referência a Mike Tyson, bronze no Mundial de boxe de Jeju/2014, na Coreia do Sul, também seria vice-campeã olímpica. Ela poderá renovar essa credencial no Mundial de Astana, em janeiro. Robson Conceição, bronze no mês passado, no Mundial de Doha, é apontado igualmente como vice olímpico.

Allan do Carmo é visto como virtual dono da prata na maratona aquática
Na canoagem, o Brasil faturaria a prata com Isaquias Queiroz e Erlon Silva, na C2 1000m. Eles venceram essa prova no Mundial de Milão, em agosto. As outras pratas viriam com Allan do Carmo (maratona aquática), Bruno Fratus (50m livre), Thiago Pereira (200m medley) handebol feminino e Marcelo Melo/Bruno Soares (tênis). E Cesar Cielo, o atleta olímpico em atividade mais conhecido do Brasil? Fora do pódio, para a Infostrada.

Por fim, os anfitriões da Olimpíada festejariam o bronze na luta livre, com Aline Ferreira. Uma das decepções seria o bronze do vôlei feminino em casa, após a conquista de duas medalhas de ouro consecutivas.

Os nove países que ficariam à frente do Brasil seriam Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália, Japão, França e Coreia do Sul, nessa ordem.

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