José Maria Marin não paga fiança em Nova York e pode voltar à prisão

Advogado do ex-presidente da CBF envia carta a juiz para justificar atraso no pagamento de US$ 1 milhão e afirma que cliente está com 'dificuldades' para conseguir o dinheiro

Por O Dia

Estados Unidos - José Maria Marin, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), não pagou a fiança devida à Justiça nos Estados Unidos e pode voltar ao cárcere privado, segundo revelou nesta terça-feira o jornal "O Estado de S.Paulo".

José Maria Marin pode perder a condição da prisão domiciliar em Nova YorkReuters

Em carta a juízes americanos, os advogados de Marin alegaram que o dirigente está com "dificuldades" para conseguir o dinheiro acordado: US$ 15 milhões, ou cerca de R$ 58 milhões segundo o câmbio desta terça-afeira. Por isso, solicitam o adiamento do depósito.

Marin, no momento, está em prisão domiciliar em Nova York, na badalada Trump Tower, acompanhado da mulher, recebendo visitas e podendo, inclusive, deixar seu apartamento de mais de 100 metros quadrados, desde que com autorização prévia. No último dia 22 de novembro, por exemplo, ele foi liberado para ir a uma igreja em Manhattan.

Indiciado por ato de corrupção em solo americano, detido desde maio em Zurique e extraditado para os Estados Unidos, Marin afirmou a uma corte americana que não é culpado. Para poder aguardar o julgamento em seu apartamento, ele teve o imóvel confiscado. Além disso, teria de pagar US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,9 milhões) na segunda-feira passada, quantia que não conseguiu levantar. Um cheque de US$ 769 mil seria depositado ainda nesta terça, segundo o advogado Charles A. Stillman.

Mas os problemas do cartola e ex-governador e parlamentar brasileiro não ficam por aí. Ele ainda precisaria apresentar mais US$ 2 milhões em garantias bancárias. Essa carta de crédito teria sido obtida em um banco brasileiro.

"Estamos trabalhando para finalizar a emissão dos bonos", disse o advogado em carta.

Fonte iG

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