Federação americana garante que prisões não afetam Copa América

Dirigentes da Concacaf e da Conmebol foram presos nesta quinta-feira, relacionados aos casos de corrupção da Fifa

Por O Dia

Estados Unidos - A Federação de Futebol dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira através de um comunicado que as últimos prisões de dirigentes da Concacaf e da Conmebol relacionados com o escândalo de corrupção na Fifa não afetarão, em nada, a programação e a realização da edição comemorativa de 100 anos da Copa América em 2016.

A procuradoria-geral dos Estados Unidos acusou 16 pessoas, entre eles os presidentes da Concacaf, o hondurenho Alfredo Hawit, e da Conmebol, o paraguaio Juan Ángel Napout, de participarem de uma trama de corrupção multimilionária.

De acordo com o comunicado divulgado hoje pela U.S. Soccer, o torneio está blindado de qualquer tipo de atividade criminosa após todos os controles estabelecidos e sua organização segue com o processo normal.

"Os eventos desta quinta-feira que envolvem integrantes individuais da Concacaf e da Conmebol não afetam em nenhum caso a integridade das garantias rigorosas que a Federação de Futebol dos Estados Unidos estabeleceu antes de concordar em sediar a Copa América do Centenário que asseguram que o torneio está sendo organizado e realizado de forma aberta, transparente e irretocável", destacou a U.S. Soccer no comunicado.

No mesmo texto, a federação americana também assinala que as pessoas detidas não estão envolvidas na comissão que gerencia a Copa América Centenário, e "nunca estiveram em condições de tomar decisões que afetassem negativamente as normas estabelecidas".

Por enquanto, os direitos de organização do torneio que será disputado entre os dias 3 e 26 de junho já foram concedidos à companhia SUM, o ramo comercial da Liga Profissional de Futebol dos Estados Unidos (MLS), que antes não os detinha.

A realização da Copa América Centenário 2016 nos Estados Unidos vem sendo questionada após as denúncias de corrupção dentro da Fifa, da Concacaf e a Conmebol.

Além disso, o presidente da Federação dos Estados Unidos, Sunil Gulati, amigo íntimo e colaborador do ex-presidente da Concacaf Chuck Blazer, um dos primeiros detidos nas investigações envolvendo a Fifa, se negou a falar para uma subcomissão do Senado americano sobre o que sabia acerca dessas atividades ilegais de corrupção.

No entanto, tanto Gulati como os outros diretores da federação de futebol dos Estados Unidos, se limitaram a manter sigilo completo sobre o assunto e não foram acusados pela procuradoria-geral de seu país.

A Concacaf utilizou o território americano para várias competições e jogos amistosos bastante questionáveis quanto a seu valor esportivo e, em muitos casos, apenas orientados a arrecadar grandes receitas econômicas, das quais a federação sempre ficou com um percentual muito grande.

Também não há explicações sobre os motivos pelos quais alguns estádios nos Estados Unidos, que não são de futebol, sempre são considerados para sediar partidas, como é o caso do Gillette Stadium, em Boston, que pertence à equipe de futebol americano New England Patriots que, por sua vez, têm como dono Robert Kraft, que é proprietário da multinacional de mesmo nome, para quem Gulati trabalha como consultor.

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