Por fabio.klotz
Publicado 16/12/2015 00:16 | Atualizado 16/12/2015 00:17

Rio - Com quase um ano de negociação sem um acordo para um novo contrato, aumentam as chances de a concessionária Maracanã S.A. deixar o estádio antes da Olimpíada. Para isso, estaria disposta até a pagar multa - o valor não foi divulgado. Apesar da indefinição, os dois lados negaram informação do colunista Ancelmo Gois, de "O Globo", de que a Odebrecht, que tem 95% das ações do consórcio, irá devolver o Maracanã em fevereiro.

Maracanã vive impasseCarlos Monteiro

Em comunicados parecidos, governo do estado e Maracanã S.A. destacam que “estão em fase final de reequilíbrio do contrato de concessão, com vistas à assinatura de aditivo que redefinirá o escopo e o cronograma das obras.”


A indefinição sobre o futuro do estádio se deve aos prejuízos anuais que a concessionária vem tendo - mais de R$ 77 milhões em 2014 - por causa da mudança no contrato de licitação inicial. A Odebrecht iria construir estacionamentos e um shopping, mas o projeto não saiu do papel porque o governo cancelou a derrubada do Museu do Índio e dos estádios Célio de Barros e Júlio Delamare. Com a mudança, a empresa alegou que o Maracanã é inviável nos moldes atuais.


Nas conversas para renegociar o contrato, o estado baixou as contrapartidas da concessionária de R$ 594 milhões para R$ 120 milhões, mas a Odebrecht quer uma redução maior. O governo tenta uma saída e teria pedido que a empresa ficasse pelo menos até a Olimpíada. A dupla Fla-Flu mostrou interesse em assumir a gestão do Maracanã, mas só poderia fazê-lo em caso de uma nova licitação.

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