Por edsel.britto
Publicado 21/12/2015 22:17 | Atualizado 21/12/2015 22:24

Rio - Após 20 anos e cinco títulos da NBA, Kobe Bryant faz a sua última temporada como jogador de basquete. Ligado ao Brasil e com duas medalhas de ouro, o camisa 24 do Los Angeles Lakers vê a Olimpíada do Rio, em 2016, como uma chance incrível de encerrar o seu ciclo no basquete em um local significativo.

“Eu cresci conhecendo o Brasil, acompanhando o futebol e também sabendo do amor pelo basquete e da importância para o povo. É um esporte nacional e o país é lindo. Eu adoraria poder jogar em cenário tão bonito e significativo para mim”, revelou Kobe, ontem, durante teleconferência com a imprensa mundial.

Com duas medalhas de ouro na Olimpíada, Kobe deseja participar dos Jogos no Rio em 2016André Mourão / Agência O Dia

Sua ligação com o Brasil se dá justamente por ter em Oscar Schmidt um de seus ídolos no esporte. Filho do também jogador, Joe Bryant, Kobe pode ver o brasileiro de perto nos anos 80 durante o tempo em que seu pai atuou no basquete italiano e foi adversário do Mão Santa.

Amante e admirador do futebol, Kobe Bryant aproveitou para dar sua opinião sobre a suspensão da Fifa a Blatter e Platini, por suspeita de corrupção: “Eu acho que isso é importante do ponto de vista administrativo, de tentar limpar o esporte e não deixar que sua imagem seja manchada. É o primeiro passo para purificar o futebol e fazê-lo com que volte a sua essência”, frisou.

Tendo atuado e acompanhado de perto Magic Johnson e Michael Jordan, Kobe Bryant espera que sua carreira e seu legado tenham influência positiva em gerações futuras, assim como seus ídolos tiveram em sua trajetória: "Eu pretendo olhar meu legado e espero que isso tudo tenha um bom impacto, não só na geração atual, mas na que ainda estar por vir. A minha maior satisfação será ver o que eu fiz em 20 anos jogando basquete sendo reconhecidos pelos atletas que ainda estão por vir”, encerrou.

Em 20 anos na NBA, Kobe só vestiu a camisa dos Lakers e conquistou cinco títulosReuters

Kobe também preferiu não apontar nenhum nome como seu sucessor na NBA nos próximos anos e destacou que por conta do equilíbrio, prevê uma alternância entre os campeões da Liga e o posto de jogador dominante:

"Todos somos diferentes jogadores e pessoas, nunca vai haver outro Magic, Jordan ou eu. Cada pessoa é uma pessoa. Não quero apontar ninguém que pareça comigo, mas temos muitos talentos nessa liga, principalmente na posição de armador. Mas acho que nos próximos anos sempre vai ter um jogado aparecendo, se destacando e levando uma equipe para a conquista do título", analisou.

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