Por pedro.logato


Rio - A batalha entre Flamengo e Fluminense contra a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) continua. Um dia depois da Federação estabelecer critérios técnicos para os clubes cariocas jogarem a Primeira Liga e afirmar que só haverá disputa em 2017, o presidente da entidade, Rubens Lopes, afirmou em entrevista á Rádio Brasil, que a dupla Fla-Flu pode receber punições, caso não aceite a orientação da Ferj.

"Não podemos proibir a participação no campeonato de profissionais. Eles sofrerão uma sanção pecuniária. Além de uma multa considerável, que corresponde a um valor da cota de TV, estarão proibidos de participar das categorias de base totalmente se cometerem a ilegalidade desportiva", afirmou.

Rubens Lopes afirmou que Fla e Flu podem ser multadosDivulgação

O presidente explicou quais as razões que levariam Flamengo e Fluminense a sofrerem punições, caso entrem em campo a partir do dia 27 de janeiro, pela Primeira Liga.

"A Liga é constituída como personalidade jurídica, mas desportivamente, ainda não existe. Os clubes não cumpriram o que a CBF determina. Para 2017, está clara a possibilidade de competição, e teremos uma grande possibilidade de realizar em paralelo ao Estadual", disse.

Rubens Lopes disse que os clubes cariocas não podem deixar de disputar o Estadual, porque tal atidude poderia prejudicar Flamengo e Fluminense em termos nacionais.

"Não deixam de disputar, pois o estatuto da CBF 79 diz que o clube que não participar de uma competição estadual fica automaticamente impedido de participar de qualquer competição nacional ou internacional", disse ele, que afirmou que espera conversar com os dirigentes da dupla.

"A federação sempre esteve aberta. Não pode é aceitar uma ditadura da minoria, ou isso é anarquia. Não vemos boa vontade em Fla e Flu acordo só é possível desde que se aceitem todas as suas imposições. Exemplo disso, o presidente do Fla entregou documento à CBF para que ela autorizasse o clube a jogar o estadual com a equipe completa. Isso é inaceitável! Estamos abertos ao dialogo, mas defendendo a manutenção da legalidade e da hierarquia", concluiu.

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