Por fabio.klotz
Marcus Toledo tem média de 11 pontos por jogo no NBBJoão Pires / LNB / Divulgação

Rio - A missão do Basquete Cearense vai além das quadras. O objetivo de consolidar o esporte em Fortaleza é a principal meta desde que o projeto foi inagurado, em 2012. O objetivo é abraçado por quem se juntou ao time nesta temporada.

“É uma chance de fazer história com o nosso trabalho. Criar uma identidade, um alicerce do basquete no Nordeste para o esporte crescer”, diz o ala-pivô Marcus Toledo.

O Basquete Cearense vive um momento especial, na quinta colocação do NBB e com sete vitórias seguidas, lutando por uma vaga no G-4: “Sabemos que tem muita coisa rolando, com possibilidade de classificar no G-4, mas não pensamos nisso, para não perder o foco. Sabemos que estamos pisando com força, incomodando o pessoal lá de cima. Queremos fazer história e expandir o basquete”, avisa Toledo.

O ala-pivô destaca a evolução do Basquete Cearense: “O time está cada vez mais maduro, com fome de bola e mostrando isso em quadra. Temos um estilo de jogo definido, atuando de forma agressiva, defendendo bem e se doando em quadra. Nosso time não depende de um ou dois jogadores para vencer. Todo mundo aposta no ataque e na defesa, faz parte do altruísmo que temos, que vem pela filosofia do nosso técnico.”

Alberto Bial é um capítulo à parte no projeto, sendo o pilar do Basquete Cearense. O sucesso do time tem muito das mãos do técnico. O ‘jeito Bial’, com energia e positividade de sobra, contagia o grupo.

“Ele é um pioneiro, trouxe o basquete para cá. Começou o trabalho do zero e faz este trabalho duro. Ele nos dá o caminho, com muita liberdade para conversar. Tem um carisma que ninguém tem”, elogia Marcus Toledo.

'Final' pelo G-4

Embalado, o Basquete Cearense põe à prova o bom momento e tem uma "final" pelo G-4 do NBB. Na sexta-feira, encara o Brasília, atual quarto colocado, na casa do rival. Ambos têm a mesma campanha, com 12 vitórias em 18 jogos.

Toledo destaca a missão de consolidar o basquete em FortalezaOrlando Bento / Divulgação

"No primeiro turno, perdemos nos últimos lances. Foi um jogo bem duro a partida inteira. É uma motivação a mais. Quem ganhar se estabelece no G-4, tem toda uma história. Porém, o que mais anima é continuar a ganhar. Sabemos que um dia vamos perder, mas vamos tentar prolongar o máximo possível, para ver o ginásio cada vez mais lotado", analisa Toledo.

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Ouro e contusão
A temporada começou de forma especial para Toledo, com a medalha de ouro no Pan de Toronto, o segundo título do ala-pivô (foi ouro no Rio, em 2007). Na sequência, porém, sofreu uma fratura no tornozelo direito na Copa América.
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"Foi um bicampeonato particular (em Toronto), estava empolgado, sabendo como o Magnano gosta de jogar, pelas conversas que tivemos e por três meses de trabalho. Eu me machuquei na hora em que podia demonstar algo a mais. Acontece. Depois, consegui me adaptar ao novo clube. Foi um pouco difícil. Voltar de lesão, time e técnicos novos. Fui engrenando à base de muito trabalho. O grupo sabia da minha condição e do meu potencial. O grupo mostrou este carinho por mim como pessoa e como atleta. O time foi se encaixando e eu também me encontrei", recorda.
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