Flamengo e Fluminense se enfrentam com ambições distintas

Enquanto o Tricolor tenta se consolidar no G-6 do Brasileirão, Rubro-Negro tem outra batalha pelo sonho de conquistar o hepta

Por O Dia

Fluminense e Flamengo têm ambições diferentes na reta final do Brasileiro. Em dez rodadas, os tricolores planejam se manter no G-6 e garantir vaga na Libertadores. Já os rubro-negros sonham com a arrancada para o hepta. Objetivos distintos que dão caráter decisivo ao Fla-Flu de hoje, às 21h, no Raulino de Oliveira. No time de Levir Culpi, Cícero guarda boas lembranças do confronto. Já a equipe de Zé Ricardo, que não vence há seis clássicos, tem em Diego, especialista em rivalidade, a esperança de quebrar o jejum.

Cícero e Diego são destaques no meio-campo de Fluminense e FlamengoMailson Santana/Fluminense F.C./Divulgação e Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação

Ao contrário de Diego, estreante no duelo, Cícero já sentiu o gostinho de decidir sozinho um Fla-Flu. Logo no em seu clássico de estreia, no Carioca de 2007, ele marcou os dois gols da virada tricolor no Maracanã (2 a 1). O retrospecto de Cícero é positivo de lá pra cá: foram quatro vitórias, três empates e três derrotas com o meia em campo.

“Vai ser um jogo muito saboroso, duas equipes em grande momento. Nosso segundo turno está forte, crescemos na hora certa. Vai ser muito prazeroso jogar, ainda mais com a força da torcida. Com o torcedor ao lado, o clube fica mais forte”, afirmou.
Diego jogará seu primeiro clássico pelo Flamengo, mas é especialista no assunto. No Brasil, com a camisa do Santos, enfrentou 14 vezes o trio de rivais, São Paulo, Palmeiras e Corinthians: nove vitórias, um empate e quatro derrotas — 66,6% de aproveitamento. O meia fez quatro gols.

No exterior, Diego experimentou outras rivalidades — pelo Porto, contra Sporting e Benfica; pelo Werder Bremen, diante do Hamburgo; no Atlético de Madrid, enfrentou o Real Madrid; e no Fenerbahçe, mediu forças com o Galatasaray. Teve menos sorte. No total, foram 22 clássicos internacionais: oito vitórias, seis empates e oito rodadas — aproveitamento de 45,45%. Na carreira toda, o índice fica em 53,7%. No Santos, Diego pegou o Flu duas vezes e fez gol em ambas: empate de 1 a 1 (2002) e vitória por 3 a 1 (2003).

Colaborou Yuri Eiras

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