Por pedro.logato

Minas Gerais - Capitão da seleção brasileira, Daniel Alves terá a responsabilidade de homenagear Carlos Alberto Torres, campeão mundial em 1970, morto no fim de outubro, vítima de um infarto. O lateral-direito, de 33 anos, disputou duas Copas do Mundo e não teve, pelo menos por enquanto, o oportunidade de levantar a taça da Copa do Mundo, como teve o "Capita" no México. Bastante feliz com a oportunidade, Daniel espera que os familiares do ídolo fiquem felizes.

''Sobre a homenagem, a decisão foi da instituição. Respeitando ao eterno capitão, sua família, a importância dele na Seleção. Qualquer homenagem assim é válida'', afirmou.

Daniel Alves vai homenagear Capita Pedro Martins / MoWA Press

O Mineirão será o palco de Brasil e Argentina. Como não podia ser diferente, as recordações da derrota para a Alemanha, na semifinal da Copa de 2014, são evidentes. Presente na delegação brasileira, Daniel Alves afirmou que os jogadores não podem reviver o passado na preparação para o clássico.

''Não passou nenhuma sensação, além da oportunidade de poder voltar aqui e jogar um clássico mundial como Brasil x Argentina. Não podemos nos esquivar das fatalidades, mas sou sempre muito positivo. Sempre vou colocando frases. Se eu não posso mudar o passado, mudo o presente. O presente é a Argentina. O passado foi um grande aprendizado, só serve para isso, te dar uma nova chance', disse.

Daniel Alves irá reencontrar Messi, companheiro de anos de Barcelona. Atualmente na Juventus, o brasileiro preferiu não fazer comparações do craque argentino com o outro craque, Neymar, principal jogador da seleção brasileira.

Marquinhos nunca enfrentou Argentina como profissional Pedro Martins / MoWA Press

 ''É um jogador diferenciado, que marcou época como outros. Está marcando a época dele. É difícil de ser comparado, é único. Ele tem um dom. Ele já foi feito assim, quase perfeito. Talvez até perfeito. É jogador dessa década. E vai marcar essa história independente de títulos. Fora de campo é um pai de família que respeita bastante os companheiros. Super tranquilo'', opinou.

Além de Daniel Alves, outro jogador concedeu entrevisa coletiva nesta terça-feira. Marquinhos, apesar da pouca idade, já está muito ambientado na seleção brasileira. O zagueiro, de 22 anos, já conquistou a medalha de ouro, que era inédita, nos Jogos Olímpicos do Rio, mas fará a sua primeira partida como profissional contra os argentinos.

''Joguei apenas um Brasil x Argentina, final do Sul-Americano Sub-17 no Equador e vencemos. No profissional será minha primeira vez. Sabemos da importância desse jogo. Nosso foco é muito grande de dar uma resposta em campo para sair vitorioso'', revelou.

Para o defensor do Paris-Saint German, a equipe verde e amarela pode contar com uma vantagem para o clássico de quinta-feira. Além da posição na tabela, o Brasil é primeiro e a Argentina está em sexto, os torcedores mineiros podem deixar a situação da equipe verde e amarela ainda mais cômoda.

''A torcida pode influenciar muito. Pela experiência que temos na Seleção, sabemos que jogar em casa com a nossa torcida é uma coisa. Fora de casa é sempre mais difícil. Sabemos da responsabilidade de defender a Seleção. Em todos os jogos, onde for, vai existir sempre cobrança. Lidamos com uma paixão muito grande. Temos que saber lidar com isso e trazer ela como uma coisa positiva'', opinou o defensor.

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