Parreira evita críticas éticas à CBF: 'Faz um trabalho sensacional'

Ex-técnico da seleção brasileira elogiou a entidade máxima do futebol nacional, apesar dos escândalos envolvendo José Maria Marín e Del Nero

Por O Dia

Rio - Os escândalos envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol foram deixados de lado por Carlos Alberto Parreira, que fez elogios ao trabalho da entidade para fortalecer ainda mais a modalidade no país. O comandante do tetracampeonato mundial do Brasil na Copa de 1994, falou sobre as melhorias implementadas para avançar com a reformulação do futebol brasileiro, através da formação de treinadores, divisões de base e organização do Campeonato Brasileiro.

Parreira confiante no trabalho da CBFCarlos Moraes / Agência O Dia

"Formação dos técnicos, a CBF está olhando para isso. As divisões de base. Os clubes vão ser obrigados a ter um estádio, centro de treinamento, daqui a cinco anos. Tem que ser organizado, isso está funcionando. A CBF, criticando ou não, faz um trabalho sensacional. Ela mantém a primeira divisão, a segunda, a terceira, e agora me disseram, a quarta divisão", disse Parreira ao programa "Bem, amigos!".

Parreira deixou as questões éticas de lado e preferiu falar sobre a estrutura oferecida pela CBF, que não permite queixas por parte dos técnicos. O ex-treinador da Seleção ainda lembrou que é fundamental trabalhar na reformulação do calendário.

"Isso aí (lado ético) é outra história. Estou falando do lado operacional e logístico. Todos os técnicos que trabalham na seleção, eu fui um deles, não temos nada do que reclamar. Se você perguntar ao Tite, ele não tem nada do que reclamar. Estive lá com ele, estou sempre na CBF. Estão fazendo um trabalho que a gente fez lá, uma palestra que dei na Europa. Todo o apoio, a logística, estão funcionando muito bem. A CBF tentou fazer uma reformulação no futebol brasileiro, está tentando fazer um estudo com treinadores, dirigentes, com muita gente que participou e vamos ver se isso pode ser implementado. Demos muitas ideias, muita coisa foi comentada, mas não pode ficar no papel, tem que ser implementado. O grande calcanhar de Aquiles é o calendário", concluiu.

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