Corpos das vítimas da Chapecoense devem ir ao aeroporto em cortejo fúnebre

Pelas estimativas do diretor da funerária Jorge Escobar, entre oito e nove horas da manhã desta sexta-feira o trabalho de preparação será finalizado

Por O Dia

Chapecó - Uma grande homenagem vai sendo programada para receber as vítimas da tragédia que levou o mundo a ficar de luto e demonstrar solidariedade à Chapecoense. O velório coletivo dos corpos será realizado na Arena Condá, que certamente estará lotada para o último adeus aos ídolos da Chape.

A solenidade deve ser realizada ainda nesta semana, possivelmente sexta-feira ou sábado, mas depende da liberação dos corpos, que devem ser transportados num cortejo fúnebre, ainda na Colômbia. Após o processo de embalsamento e emissão dos certificados de óbito, todos devem seguir em carreata até uma base militar, para que possam voltar ao Brasil. Os carros devem conter decoração com o escudo da Chapecoense e a intenção é dar à população colombiana uma nova oportunidade de se prestar homenagens.

Após a chegada no Brasil, o plano é levar o corpo para a Arena Condá, em Chapecó. O estádio já começou a ser preparado para receber os torcedores e cidadãos que desejarem se despedir das vítimas da tragédia. Antes da cerimônia aberta a todos, os familiares e amigos mais próximos terão a oportunidade de participar de cerimônia particular, com duração de aproximadamente uma hora, segundo a Chapecoense.

Michel Temer, presidente da República, que estará em Chapecó a partir dessa sexta-feira, segundo informações do governador de Santa Catarina, mas não deve ir à Arena Condá. Além disso, Gianni Infantino, presidente da FIFA, também estará presente. O mandatário cancelou compromissos e também já indicou que planeja fazer homenagens ao clube catarinense na cerimônia de entrega do prêmio de melhor do mundo, em janeiro.

O processo de identificação dos corpos já foi finalizado e o único impedimento para que o traslado para o Brasil seja efetuado é a liberação. Dos 64 brasileiros que voltarão ao país, apenas 10 tiveram seus corpos liberados, sob a justificativa de cuidados com a preservação de cada um deles.