Por gabriel.santos
Publicado 01/02/2017 18:37 | Atualizado 01/02/2017 18:58

Madri - Reforço do Rayo Vallecano de Madrid e anunciado no último dia da janela de transferências europeias, o ucraniano Roman Zozulya pode deixar seu novo clube pouquíssimo tempo depois de assinar contrato, por conta de protestos da torcida do Rayo, em virtude das acusações de que o jogador teria ligação com grupos neonazistas.

O atacante foi anunciado pelo Rayo Vallecano%2C mas não deve seguir no clubeDivulgação / Twitter

Zozulya é, oficialmente, jogador do Real Betis, mas foi emprestado ao Rayo no fim da janela de inverno. No entanto, não foi bem recebido pelos torcedores. Em seu primeiro treinamento com o elenco, nesta quarta-feira, o atacante sofreu com protestos no Centro de Treinamento do clube madrilenho.

O motivo seriam as acusações de que Zozulya está envolvido com o exército ucraniano, muitas vezes acusado de se envolver e ter apoio de grupos neonazistas, e ultras do Dnipro Dnipropetrovsk, que também teriam ações que remetem ao nazismo, responsável pela perseguição aos judeus, principalmente na Alemanha, nas décadas de 30 e 40.

Camisa lançada em 2015 era dedicada aos "heróis anônimos"%2C segundo o clubeDivulgação / Twitter oficial Rayo

O Rayo Vallecano, que disputa a segunda divisão espanhola nesta temporada, é conhecido por seu posicionamento a respeito de questões ligadas aos direitos humanos. De origem operária, o clube tem manifestações políticas até mesmo em uma de suas camisas, que carrega as cores do arco-íris desde 2015, em apoio à causa LGBT, entre outras, como a luta contra a violência de gênero e pela proteção ao meio ambiente.

Apesar de todas as acusações, o ucraniano se pronunciou negando qualquer tipo de ligação com neonazistas e afirmou que seu trabalho coincide com os valores sociais defendidos pela instituição Rayo Vallecano.

"Como afirmei na minha apresentação do Real Betis, não estou vinculado nem apoio grupo paramilitar nem neonazista algum. Realizei uma tarefa importante na Ucrânia colaborando com o exército para proteger meu país, além de ajudar as crianças e os menos favorecidos. Tudo isso, em um tempo muito difícil na Ucrânia, que se encontra em guerra. Sei que o trabalho que realizo coincide plenamente com os valores sociais preconizados pelo Rayo Vallecano e sua incondicional torcida."

Apesar disso, o jornal Sport afirma que Zozulya teria pedido para retornar ao Betis, em conversa com seu agente, após os protestos feitos pelos torcedores do Rayo Vallecano.

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