Por gabriel.santos
Publicado 07/02/2017 17:41 | Atualizado 07/02/2017 17:47

Inglaterra - O meio esportivo é, reconhecidamente, perigoso para a população LGBT. Mesmo em 2017, é incomum vermos atletas que "saem do armário" e enfrentam o preconceito. No entanto, alguns casos chamam a atenção, como o do árbitro de rugby Nigel Owens.

Em entrevista à BBC britânica, o galês de 45 anos falou sobre a dificuldade que encontrou, quando percebeu sua verdadeira orientação sexual, afirmando que ele próprio se rejeitava, naquela época.

Árbitro é considerado o melhor do mundo na atualidadeReprodução

Numa conversa com um médico, Owens perguntava se poderia ser castrado quimicamente, pois não queria ser gay. Considerado um dos melhores árbitros de rugby da história, o galês também sofreu com a bulimia, além de usar esteróides.

Por todo o preconceito sofrido e os problemas enfrentados, o juiz afirmou que chegou muito próximo do suicídio, chegando a apontar uma arma para sua própria cabeça.

"A arma estava encostada ao peito, no pescoço, por baixo do meu queixo. Estava pronto para apertar o gatilho", contou Owens.

Apesar da dificuldade no processo de aceitação, o árbitro superou o preconceito e conquistou um status de excelência em sua profissão. A final da Copa do Mundo de 2015, disputada por Nova Zelândia e Austrália, foi apitada por ele, que afirma não ter sentido pressão.

"Isso não foi nada comparado com o desafio de aceitar quem eu era. Me aceitar como eu realmente sou salvou a minha vida", garantiu.

Em 2014, Owens foi agredido verbalmente por dois torcedores que acompanhavam uma partida entre a Inglaterra e a Nova Zelândia. Ambos acabaram banidos dos estádios por dois anos. Além disso, em 2016, o árbitro recebeu o título de membro da Ordem do Império Britânico.

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