Maradona diz que pedirá à Fifa para reduzir punição a Messi e defende Bauza

'Os insultos foram um ato de reflexo, como foi a cabeçada de Zidane em Materazzi', argumentou o ídolo argentino

Por O Dia

Argentina - Diego Maradona saiu em defesa da permanência do técnico Edgardo Bauza como técnico da Argentina. O ex-jogador preferiu concentrar as suas críticas nos jogadores pela atuação na derrota da equipe por 2 a 0 para a Bolívia, na terça-feira, em La Paz. Restando cinco rodadas para o fim das Eliminatórias, a Argentina é a quinta colocada - somente os quatro primeiros entram na Copa, e o quinto disputa repescagem.

Infantino ao lado de Diego MaradonaReprodução Internet

"O Patón tem que continuar, não tenho a menor dúvida", disse Maradona, em entrevista à Rádio Rivadavia, referindo-se ao apelido de Bauza. O ídolo argentino atribuiu o revés à atuação dos jogadores. "Me pergunto onde estavam os defensores da Argentina na jogada do segundo gol da Bolívia."

Maradona também reclamou da punição de quatro jogos de suspensão aplicada pela Fifa a Lionel Messi. O craque é acusado de ofender o assistente brasileiro Emerson Carvalho na partida entre Argentina e Chile, na quinta-feira passada, pelas Eliminatórias.

Maradona, que se tornou recentemente embaixador da Fifa, prometeu falar com o presidente da entidade, Gianni Infantino, para interceder pelo atacante. "Que fique claro que vou falar com Infantino, é um castigo terrível. Os insultos foram um ato de reflexo, como foi a cabeçada de Zidane em Materazzi", argumentou Maradona.

O ex-jogador saiu em defesa do atacante do Barcelona. "Messi é um rapaz sensacional, um urso de pelúcia com os companheiros. Tentei falar com ele várias vezes, mas não atendeu o telefone. É mais fácil falar com [Mauricio] Macri [presidente da Argentina] do que com Messi", disse Maradona.

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