Por pedro.logato

Rio - A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira a retirada do Brasil da lista de países reprovados no novo código da entidade. A decisão aconteceu depois que oficiais da organização visitaram a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) no mês passado. Assim, a ABCD volta a ter autorização para realizar o controle antidoping dentro do País.

"Após uma votação do seu conselho de fundação, a Agência Mundial Antidoping (Wada) retirou a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) da lista de associados considerados inadequados ao Código Mundial Antidoping de 2015. As autoridades brasileiras tiveram êxito em adotar as regras do código em sua atividade", explicou a Wada em nota.

Com o objetivo de apertar o cerco na luta contra o uso de substâncias proibidas no esporte, a Wada criou um novo programa de auditoria para monitorar os países que não estão em conformidade com o código mundial. E o Brasil era um deles. Nos dias 22 e 23 de março, a ABCD, órgão federal atrelado ao Ministério do Esporte, recebeu os oficiais da organização e mostrou evolução.

Desde 20 de novembro de 2016, a ABCD estava impedida de atuar por ter sido declarada em não conformidade com o Código Mundial Antidoping. Em fevereiro, o secretário Rogério Sampaio disse à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que esperava que a situação fosse resolvida no mês seguinte.

Antes mesmo de adotar este novo programa de auditoria, a Wada havia colocado o Brasil, em 2015, em uma "lista de observação" e exigiu a criação de tribunal único e independente para julgar casos de doping.

A suspensão provisória do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) inclusive determinou a substituição de Marco Aurelio Klein por Rogério Sampaio como secretário nacional da ABCD.

Mas com a regularização do Brasil, resta apenas um país que segue em não conformidade com a Wada. "A Wada continua a trabalhar com o último associado não compatível, a Agência Antidoping da Rússia, a Rusada, para resolver as questões pendentes", explicou.

Você pode gostar