Confiante, ponteira Gabi espera voltar à seleção ainda este ano

Atleta troca a tristeza por ficar parada pela esperança de voltar ao time de Zé Roberto ainda este ano, sem a necessidade de cirurgia

Por O Dia

Rio - O sorriso constante de Gabi em alguns momentos deu lugar à tristeza. Empolgada para voltar à Seleção em 2017, no início de mais um ciclo olímpico, a ponteira de 23 anos se viu obrigada a parar e ficar afastada das quadras. Com um diagnóstico de tendinite patelar no joelho direito, ela chegou a ter uma indicação de cirurgia, mas optou por tratamentos alternativos em seu clube, o Sesc RJ, para evitar a operação.

Ponteira está confiante em voltar à seleção ainda este anoMaíra Coelho/Agência O Dia

Agora, ela diz que o sentimento é de empolgação para voltar a jogar e ajudar a equipe brasileira ainda este ano. “A minha vida inteira eu pratiquei esportes. Nunca tinha ficado parada mais de duas semanas, que eram as férias normais. Comecei a ficar não estressada, mas um pouco triste. Eu queria voltar a treinar, queria fazer uma atividade física, mas não podia nem correr ou fazer outro esporte”, conta Gabi.

Assim, ela teve que se adaptar à ideia de ter que ficar parada. “Fui trabalhando minha cabeça que era um processo importante para mim, que eu não poderia ir para a Seleção porque eu poderia acabar me machucando. A parte positiva é que a gente consegue fazer a pré-temporada, que é o fortalecimento muscular e é muito importante. Se conseguir voltar agora para a Seleção, que é o meu objetivo, e depois também para a Superliga, minha musculatura vai estar muito melhor”, explica.

Convocada para a Seleção, Gabi conta como aconteceu a decisão de não operar: “A princípio, a primeira indicação seria a cirurgia. Mas aí os doutores acharam melhor, por eu ser muito nova também, tentar tratamentos alternativos para não fazer a operação. Comecei a fazer um tratamento com um aparelho que se chama ondas de choque. Fiz cinco sessões. Fazia uma por semana, ficava praticamente sem malhar. Voltei com bola a partir da quarta sessão, sem saltar ainda e sem forçar o joelho, mais para não perder o movimento de braço para eu voltar bem quando estiver liberada”.

Conversa com Zé Roberto

Assim, Gabi teve que deixar a Seleção nas primeiras competições do ano, o Torneio de Montreux, conquistado pelo Brasil, em junho, e o Grand Prix, que está em andamento. “O Zé (o técnico da Seleção, José Roberto Guimarães) entendeu que, se eu voltasse, iria acabar me machucando. Se não fosse neste ano, poderia ser no ano que vem, que tem o Mundial. Isso mais para frente poderia se tornar um problema muito pior. O Zé até conversou comigo que este é um ano importantíssimo, de renovação, e eu teria oportunidade de jogar mais vezes. Se infelizmente não dá para ser agora, vou me resguardar e voltar com tudo para buscar uma vaga ali dentro. A intenção é jogar o Sul-Americano e a Copa dos Campeões”, completa.

Mesmo longe, Gabi acompanha os jogos do Brasil e mantém contato com as amigas. “Eu sofro. Mando mensagem para elas: ‘Pelo amor de Deus, que seja um jogo tranquilo’. Assistir é muito pior. Fico em casa com a minha pipoquinha, meu suquinho, como torcedora. Torço para as meninas porque gosto muito delas”. Agora, Gabi diz que a tristeza ficou para trás. “Já estou empolgada. Já posso tocar na bola. Já estou fazendo alguns treinos, minha musculatura já está bem melhor porque eu estava praticamente sem massa muscular. Posso malhar e ter esse toque com a bola, já estou no meio para o fim da recuperação e estou muito motivada para voltar da melhor forma”, diz a ponteira.

Uma das formas de se ocupar é apostar em sua nova paixão, a fotografia: “Vou fazer um curso na Urca. Estou muito empolgada. É um hobby diferente. Não é um trabalho. Mas quem sabe quando parar de jogar eu possa trabalhar com isso de alguma forma. Tem ocupado a minha cabeça e muito. Para não ter que ficar pensando na lesão e que estou fora da Seleção”.

Na próxima temporada, Gabi defenderá mais uma vez o Sesc RJ, que se chamava Rexona-Sesc na última temporada, quando foi campeão da Superliga. “Vou para o meu sexto ano. Esses cinco anos foram de muitos títulos e poucas derrotas. É um ano de muita expectativa e motivação. É um grupo novo, mais baixo. O trabalho vai ser maior ainda”, prevê Gabi.

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